domingo, 25 de maio de 2014

A GUERRA CONTRA A COPA

*Paulo Moreira Leite.
A GUERRA CONTRA A COPA
Depois de combater políticas de bem-estar, nossos dinossauros escondem números reais e usam fantasia social
Na medida em que dados concretos começam a ser divulgados, começa a ficar claro que a guerra contra a Copa é expressão de um delírio conservador que recebe, acessoriamente, o apoio ruidoso de uma retórica de ultra-esquerda – bastante comum em situações políticas como a atual.
Alguns números.
A sugestão de que os estádios de futebol tiveram reajustes e sobrepreços excessivos não resiste a uma matemática contábil. A inflação acumulada do país, no período, chegou a 40%. A alta média dos estádios ficou em 36%. Num país que convive com metas inflacionárias como política oficial, reajustes desse tipo são parte natural da paisagem dos investimentos públicos e privados.
Imaginar que o futebol retirou dinheiro da Educação é um acinte. Entre 2007, quando o país foi confirmado como sede da Copa,e o ano passado, os gastos do MEC com educação sugiram mais do que o dobro, em valores deflacionados. Como algumas pessoas podem ficar em dúvida diante destes números, que contrariam tudo o que se disse e se ouviu nos últimos meses, aqui vão os dados completos, ano a ano:
em 2007, o gasto foi de R$ 50,2 bilhões;
em 2008, ocorreu um crescimento superior a 10%, e as verbas passaram para R$ 56,4;
em 2009, houve uma alta ainda maior, para R$ 67,1;
em 2010, o salto, de quase 15%, levou para R$ 78,3;
em 2011, foi para R$ 87,5;
em 2012, para R$ 100,5.
em 2013 chegou a R$ 107,00.
Os gastos totais com a Copa, somando empréstimos públicos, privados, investimentos estaduais e municipais, chegam a

R$ 26,7 bilhões.


Não é pouco dinheiro, convenhamos. Mas é menos, por exemplo, que metade do patrimonio da família Marinho, dona da TV Globo, segundo a revista Forbes. Em outra conta: num país com PIB de R$ 4,5 trilhões, os R$ 26 bi continuam sendo um bom dinheiro mas não vamos perder a perspectiva dos números.
Agora, algumas ideias.
É claro que toda pessoa tem direito de ser contra a realização da Copa no Brasil.
Em 2007 levantei críticas neste espaço – como qualquer pessoa, interessada na arqueologia da internet, poderá comprovar.
Sete anos depois, essa discussão está fora de lugar. Depois da crise de 2008, a maior do capitalismo mundial em 85 anos, não é possível ignorar o lugar da Copa no estimulo a investimentos realizados no país. Os trabalhos da Copa garantem um acréscimo anual de 0,4% no PIB brasileiro. Também ajudam a criar 3,6 milhões de empregos. Talvez não seja a melhor saída. Nem a mais duradoura. Mas cabe lembrar que, sem alternativas, que jamais foram apresentadas, as pessoas não tem o que comer nem o que vestir, não é mesmo? Do ponto de vista dessas pessoas, a Copa já é uma vitória, ainda que parcial, beneficiando a população mais pobre. Ou desemprego no orçamento dos outros não arde?
Além de sugerir medidas de austeridade, que afundaram a Europa, alguém apareceu com ideias mais adequadas, socialmente aceitáveis?
A campanha contra a Copa é antiga. Se você fizer a arqueologia de seus críticos, irá encontrar declarações solenes de que o governo brasileiro deveria render-se definitivamente a supostas mediocridades nacionais e devolver a Copa para a FIFA. O argumento, na época, é que nem os estádios ficariam prontos. Sem comentários, não é mesmo?
O debate seguinte foi outro. Nossos dinossauros se tornaram sociais – e foi para isso que a aliança com porta-vozes de uma retórica de ultra-esquerda se tornou necessária.
Repare: a mesma turma que em 2007 – o ano em que o Brasil foi escolhido como país-sede --derrubou a CPMF, aquele imposto semi-invisível que garantia verbas para a saúde pública, resolveu pedir dinheiro para postos de saúde como argumento para combater a Copa.
Sem ruborizar, teve a mesma reação diante do programa Mais Médicos.
A tecnologia política é conhecida. Depois de negar recursos que poderiam, de forma consistente e duradoura, promover uma mudança real na saúde pública, vamos à rua pedir hospitais padrão-FIFA.
Com todo respeito pela população que dá duro na fila dos hospitais públicos – e também pelos que são ludibriados regularmente pelos planos privados – cabe perguntar: quem queremos enganar com isso?
Quem está falando de indignação real? Quem joga na hipocrisia total?
A resposta virá em outubro. Até lá, o que se quer é enganar o eleitor.

*Paulo Moreira Leite Diretor da Sucursal da ISTOÉ em Brasília, é autor de "A Outra História do Mensalão".
Foi correspondente em Paris e Washington e ocupou postos de direção na VEJA e na Época. Também escreveu "A Mulher que Era o General da Casa".

F1 - Rosberg vence o GP de Mônaco e lidera mundial.

GP de Mônaco. Rosberg vence o GP de Mônaco e lidera mundial de F1.
Rosberg larga na frente pela segunda vez consecutiva (2013), não perde a posição e termina em primeiro. Hamilton, termina em segundo, acompanhado pelo piloto da Red Bull, Ricciard.
Veja a posição do Mundial até o terceiro colocado:

sábado, 24 de maio de 2014

Pesquisa Ibope cai em contradição sobre votos de Aécio

Pesquisa Ibope cai em contradição sobre votos de Aécio
No cenário com dez candidatos, tucano tem mais votos que na simulação em que estão apenas ele, Dilma e Eduardo Campos. Parece haver interesse de mostrar oposição em alta governo em queda.
Por Helena Sthephanowitz publicado 23/05/2014
Se há inconsistências nos dados sobre Aécio, questionário deveria ser descartado O relatório da pesquisa Ibope divulgado na quinta-feira (22) traz alguns números altamente comprometedores pela inconsistência. Se a eleição tivesse dez candidatos, segundo o Ibope, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) teria 20%. Se a eleição tivesse três candidatos, o tucano cairia para 17%.
Na prática é como se sete candidatos desistissem, ficando apenas três. Logo, as intenções de votos dos candidatos que sobraram deveriam ficar iguais ou subir. Mas inexplicavelmente o tucano cai para 17%. Dilma Rousseff (PT) também cai um ponto, de 40% para 39%, enquanto só Eduardo Campos (PSB) manteve seus 11%.
Convenhamos que há pouco valor científico em uma pesquisa em que você apresenta uma pergunta a uma pessoa com um disco de dez nomes, e ela diz que votará em Aécio. Imediatamente em seguida você pergunta à mesma pessoa mostrando outro disco com apenas três dos nomes anteriores, e ela diz que não votará no tucano. Isso ocorreu de forma significativa, afetando três pontos o resultado. Em uma pesquisa com rigor científico, estes questionários que apontam contradições deveriam ser desconsiderados, pois não foram respondidos com seriedade.
A conclusão, dentro da própria pesquisa Ibope, se for para levá-la a sério, é que Aécio tem de fato 17% de intenções de votos, e não 20%.
Outra inconsistência está nos votos brancos/nulos. São 18% na espontânea. Na pergunta estimulada com dez nomes, os nulos caem para 14%, porque não existe no disco a opção nulo, o que faz alguns pesquisados acreditam que são obrigados a escolher um nome do disco, mesmo que tenham a intenção de anular o voto. Isso já cria uma possível distorção. Quando a pergunta estimulada seguinte reduz de dez para os três principais candidatos, os nulos vão a 21%, mais coerentes com a pergunta espontânea. Alguma coisa foi feita errada na pergunta com dez nomes que acabou levando votos nulos para Aécio.
Na rejeição também há problemas. Houve gente que respondeu votar em Aécio na pesquisa espontânea com 10 candidatos, e, momentos depois, quando perguntado em quem não votaria de jeito nenhum, apontou no disco o nome de Aécio. Estas ocorrências se deram também com Dilma e Campos. É uma percentagem pequena, mas não é insignificante. E o mais provável é que o pesquisado não tenha entendido bem a pergunta, achando que seria em quem votar. Uma pesquisa com mais rigor científico deveria questionar o pesquisado sobre a inconsistência da declaração de voto com a rejeição. Se persistisse, o questionário deveria ser desconsiderado.
Chama atenção também 80% das pessoas declararem estar satisfeitas ou muito satisfeitas com a vida que vêm levando hoje. Esse sentimento de bem-estar social torna difícil compreender as recentes quedas na aprovação do governo e da presidenta. Não é impossível, já que está em curso há meses um processo de "sangramento" da imagem da presidenta e do governo nos meios de comunicação de massa oposicionistas. Só pesquisas qualitativas poderiam esclarecer, perguntando aos que desaprovam qual o motivo.
Parte destas inconsistências pode ser explicada na pergunta sobre o interesse nas eleições. 57% disseram ter pouco ou nenhum interesse, daí pode haver uma grande quantidade de respostas displicentes, com baixo grau de certeza. Isto reduz a utilidade das sondagens como informação ao público.
Mas, com a frequência quase semanal com que estão saindo pesquisas, parece que o interesse não é exatamente informar ao público. O interesse parece mais ser o de criar um clima de que a oposição estaria em alta e a candidatura governista em baixa. Pelo menos neste último quesito esta última pesquisa Ibope frustrou a oposição.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Dilma se recupera após propaganda e ganha no primeiro turno.

Dilma se recupera após propaganda, mas adversários sobem mais, mostra Ibope.
Presidente sobe de 37% para 40%, mas Aécio e Campos têm maior crescimento, e diferença da petista para rivais cai para 4 pontos.

SÃO PAULO - A sequência de programas partidários na TV despertou mais eleitores para a eleição presidencial e derrubou a parcela de votos brancos e nulos, que estava no patamar mais alto da história recente. Última a aparecer na propaganda, Dilma Rousseff (PT) melhorou de 37% para 40% sua taxa de intenção de votos entre abril e maio, segundo pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira, 22. Seus adversários diretos, porém, cresceram mais, o que eleva as chances de segundo turno.
No cenário com a lista dos oito pré-candidatos que já manifestaram intenção de concorrer, Aécio Neves (PSDB) subiu de 14% para 20% e Eduardo Campos (PSB), de 6% para 11%. A vantagem que Dilma tinha sobre a soma dos adversários diminuiu de 13 pontos porcentuais para apenas 4. Para se reeleger já no primeiro turno, ela precisará da maioria absoluta dos votos válidos (metade mais um) em outubro.
A pesquisa mais recente do Ibope foi feita entre os dias 15 e 19 de maio. No dia 13, o PT começou a exibir na televisão uma polêmica peça de propaganda com o mote "O Brasil não quer voltar atrás", na qual exaltou o risco da "volta dos fantasmas do passado", entre eles o do desemprego. Na noite do dia 15, o partido teve 10 minutos em rede no horário nobre, no qual levou esse vídeo de novo ao ar, além de discursos de Dilma e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A pesquisa atual do Ibope também capta os efeitos do programa de 10 minutos do PSDB, exibido no dia 17 de abril. O levantamento anterior do instituto havia sido encerrado no dia 14, três dias antes de os tucanos ocuparem o horário nobre para promover Aécio. Já o PSB de Campos foi à TV no fim de março.
Com essa invasão da propaganda partidária nos meios de comunicação, a soma de quem pretendia votar em branco, anular ou não sabia responder despencou entre as pesquisas Ibope de abril e maio. Foi de 37% para 24% e voltou ao patamar histórico esperado para esta época da campanha eleitoral.
Foi na faixa do eleitorado com renda superior a 5 salários mínimos que Dilma se recuperou mais. Nesse grupo, a presidente foi de 26% a 38% das intenções de voto, enquanto Aécio oscilou um ponto para baixo, de 26% para 25%. Nas demais faixas de renda, Dilma tem pior desempenho entre quem ganha de 2 a 5 salários mínimos. Apenas 35% desses eleitores pretendem votar na presidente. Seu melhor desempenho é entre os mais pobres: 56% dos eleitores que ganham até 1 salário mínimo por mês declaram voto na petista.
No corte por regiões, Dilma vai pior no Sudeste, seguindo a tradição dos candidatos petistas desde 2006. Ela tem hoje 33% das intenções de voto na região, contra 24% de Aécio e 8% de Campos. É no Nordeste que Dilma e Campos se saem melhor, com 51% e 15%, respectivamente. Aécio tem 11% entre os nordestinos.
Dilma ampliou sua taxa de intenção de votos no último mês, mas não conseguiu reduzir a parcela do eleitorado que não admite votar nela de jeito nenhum – o porcentual ficou estável, em 33%. Já a situação de seus adversários melhorou: a rejeição a Aécio caiu de 25% para 20%, e a Campos, de 21% para 13%.
Segundo turno
Nas simulações de segundo turno, o quadro manteve-se praticamente inalterado na comparação com a pesquisa de abril. Dilma tem hoje os mesmos 43% das intenções de votos que recebia no mês passado, já Aécio oscilou dois pontos para cima e foi de 22% para 24%.
Se o adversário da petista no segundo turno fosse Eduardo Campos, os índices são parecidos: Dilma receberia 42% dos votos, contra 22% do ex-governador de Pernambuco, que subiu cinco pontos em comparação à pesquisa de abril.
A pesquisa ouviu 2.002 eleitores em 140 municípios. A margem de erro do levantamento é de dois pontos porcentuais, com nível de confiança de 95% – ou seja, há 95% de probabilidade de os números retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro. O levantamento foi custeado pelo próprio Ibope e registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00120/2014. / COLABORARAM RODRIGO BURGARELLI E DIEGO RABATONE

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Deus só pode ser brasileiro por nos brindar com a Folha de S. Paulo

Deus só pode ser brasileiro por nos brindar com a FALHA de São Paulo
Paulo Nogueira
Estou comovido com a coragem da Folha de S. Paulo.
Veja como ela, a serviço do Brasil, enfrenta destemidamente interesses de poderosos. A Globo sonega bilhões, um ato corrupto e criminoso?
Lá está a Folha, para defender os cidadãos da predação tributária, econômica, social da Globo.
A cobertura da Folha sobre o escândalo fiscal da Globo merece mais que o Esso. Tem que levar também o Pulitzer.
Ponho a Folha no mesmo patamar de Snowden, ao desafiar o império americano. Que seríamos de nós sem a Folha?
Mais um capítulo da saga indômita da Globo acaba de ser escrito hoje.
A Folha está se batendo contra ninguém menos que a ultrapoderosa Joana Saragoça, filha de Dirceu. Podemos dormir sossegados, agora.
Joana cometeu o crime inominável de ter furado a fila na visita a seu pai, segundo repórteres da Folha que ficaram de campana para flagrar este ato de superior importância.
Os leitores da Folha reconhecem a grandeza do feito do jornal. Li os comentários no site. “Filho de rato, rato é”, exclamou um deles.
“Filha legítima de Zé Dirceu, mau caráter como o pai”, decidiu outro.
No blog de um colunista da Folha, o tom civilizatório comandava os comentários. Disse um leitor ali: “O terrorista, criminoso, bandido, mensaleiro, chacal famulento goza de regalias, privilégios e mordomias desmesuradas.” Ele desejou a morte a Dirceu, a quem o diabo esperará para “se saciar”.
Um jornal, um site são seus leitores, e são realmente inspiradores os leitores da Folha e de seus colunistas. Magnânimos como Marco Aurélio, generosos como Confúcio, tolerantes como Voltaire, brilhantes como Platão. Devem todas essas virtudes à Folha.
Houve uma transferência imediata do ódio que os leitores progressistas da progressista Folha sentem por Dirceu. Do pai ele jorrou para a filha.
Faço aqui uma pequena pausa para que todos aplaudamos a Folha e seus leitores sensacionais.
Se eu fosse anunciante – privado ou público – me orgulharia de cada centavo colocado na Folha. Porque ela está educando os brasileiros, e nos tornando uma sociedade de filósofos.
Estamos, graças à Folha, protegidos de Dirceu. E agora também estamos protegidos da diabólica Joana.
Mais uma salva de palmas, e de pé, para o magnífico jornal da Barão de Limeira, e para seu dono e editor, Otávio Frias Filho, há mais de trinta anos ajudando a fazer o Brasil esta república escandinava que é.
E aplausos também para Sérgio Dávila, editor executivo do jornal, e para Matheus Leitão, o repórter que flagrou Joana. São os nossos Assanges.
Deus só pode ser brasileiro nos dando tanta gente boa para zelar por nós.
Paulo Nogueira
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

sábado, 17 de maio de 2014

TV Revolta, Serra e a direita financiada.

TV Revolta, Serra e a direita financiada.
Não é de hoje que reservamos algum espaço nas nossas postagens para rebater mentiras e criticar a postura de algumas páginas de direita. Em especial sempre fizemos referência ao TV Revolta. Como muitos sabem, trata-se de uma página que dissemina o discurso da direita e fotos de gatinhos, frases de auto ajuda e toda aquela bobagem sem sal.
O uso desse conteúdo “neutro” rola sempre lado a lado à postagens mais raivosas contra a corrupção e a política de forma geral, mas claro, sempre voltado ao PT quase que exclusivamente. É a velha formula do senso comum que pega a garotada, e muita gente madura também, desprevenida e de tabela, agrada aos reacionários de longa data.
Grafico 1, evolução do público da página TV Revolta nos últimos 3 meses. Social Bakers.com
É de se esperar que uma página assim tenha forte adesão da massa, mas de algum tempo pra cá, precisamente um mês, ela deu um salto na sua taxa de crescimento. Analisando o intervalo de 18 de março até 18 de abril, observa-se um crescimento moderado, cerca de 100mil entradas. No intervalo entre 15 de abril à 13 de maio no entanto a página teve um crescimento de 1.5milhões de fãs, como pode ser visto no gráfico 1.
Para quem não acompanha popularidade de páginas, comparamos o TV Revolta com outra página coxinha de grande aderência no facebook. A página do Luciano Huck, com todo o aparato publicitário, sua fama de comedor de bananas e seu extenso tempo de tv aos sábados na maior emissora do país, atinge nada menos que 13milhões de fãs no facebook. Ele está atualmente crescendo em uma velocidade de 500 fãs por hora, segundo a ferramenta quintly.com, de onde reproduzimos o gráfico 2. Como então se explica a popularidade da página TV Revolta, que na mesma análise consegue atingir nada menos que 13mil entradas por hora, como se vê no gráfico 3.
lucianohucktempo%2520real[1] Gráfico 2: Famoso global comedor de bananas e um recorte da sua taxa de crescimento em 15/05/14.tvrevolta%2520tempo%2520real[2]


Gráfico 3: TV Revolta atinge picos de 13mil fãs por hora em 15/05/14, veja em tempo real

Nesse ritmo, eles podem agregar mais de 200mil fãs por dia. Se considerarmos esse índice, em 5 dias eles terão outro milhão de fãs. Com isso em menos de 2 meses eles serão a maior página coxinha do facebook, a frente do Luciano Huck (!!!!).
“TV Revolta hoje, é uma forte influência negativa na rede e devemos combate-los de toda forma!! o/”
Na realidade não pensamos assim, vemos uma página é bem fraquinha na verdade. Qualquer um minimamente informado tem condições de contra-argumentar em um debate com quaisquer fãs do TV Revolta e suas bobagens. A grande questão disso tudo é: Como eles estão crescendo assim?
Simples adesão do público por conta do alto nível de conteúdo da página está descartado, restam duas possibilidades, uso de robôs no facebook ou, publicidade paga. Não vamos especular sobre robôs pois esse é um assunto batido, todos nós sabemos que a página está cheia de fakes, basta você abrir um post e ver como são os compartilhamentos. Diversos usuários compartilhando o mesmo post com diferença de segundos. Esse tipo de ação interfere no número de pessoas que estão “falando” sobre a página. Seria, o quanto ela é relevante. Porque nada adianta ter uma página cheia de pessoas se ninguém fala sobre ela.
Para ter um grande número de curtidas, você precisa divulgar fortemente a página. É realmente difícil especular o quanto tem sido gasto de publicidade para fazer a TV Revolta crescer nessa velocidade, mais difícil ainda é saber de onde vem esse dinheiro. Porque publicidade tem custo e não é baixo. A quem seria interessante promover uma página boba mas com forte conteúdo anti-PT? Ainda na página SocialBakers podemos ver que o TV Revolta, foi a segunda página que mais crescia no dia 15/05. O crescimento é comparável a página do Oscar dos Santos, jogador de futebol, que aparentemente tem investido muito para crescer nas redes sociais. A página da FIFA, a página do Neymar… e PASMEM!

top5dia[1] Ranking das páginas que mais cresceram no último dia (15/05/14)
A página do Serra! Isso mesmo, José Serra andou anabolizando sua rede social por 2 dias, totalizando uns 150mil fãs nesse período. HAHAHA! Acompanhamos esse repentino crescimento por acaso. A página que pertence ao endereço fb.com/timeserra45 aparentemente estava offline, pois não conseguimos rastrear seu crescimento em tempo real, assim como não conseguíamos acessa-la. Mas ela voltou ao ar, com espantosos 180mil fãs. Duvida?
image4517 veja vc mesmo aqui: https://www.facebook.com/timeserra45/likes

Não vamos tentar fazer escândalo sobre isso né? É óbvio que com a popularidade vampiresca do ex-governador, somente pagando pra que alguém dê ouvidos ao que ele diz. Mas não deixa de ser engraçado, o político que não é candidato a nada, repentinamente inflar sua página no facebook, página essa com nome de “timeserra45″, estaria o tucano se preparando pra alguma campanha política?
Além dessa suspeita, fica no ar também uma certa falta de credibilidade, pois toda a popularidade do Serra é comprada. Cara, que coisa mais… tosca. Ele que é um cara tão conectado não consegue reunir sua militância ao redor de si sem que seja pagando por publicidade? Convido nossos leitores, caso tenham um tempo de sobra, a olharem os gráficos de evolução das páginas de esquerda ou mesmo dos políticos da esquerda. Vejam se vocês encontram alguma anomalia como a desse gráfico?
Chega a ser uma vergonha, pois no fim, uma página seria o reflexo da popularidade do político. Vejam vocês que, do dia pra noite Serra agora desponta como um político bastante popular. Pra se ter ideia, a página da Dilma esta atualmente bem próximo de atingir 500mil fãs. Um longo trabalho de divulgação e dos militantes que à apoiam. Diferente do nosso, quem sabe, candidato José Serra.
Voltando a falar do TV Revolta, e dessa vez com dados atuais, aqui está o ranking 5 páginas que mais cresceram nos últimos 7 dias.
16rankingsemanal Ranking das páginas brasileiras que mais cresceram nos últimos 7 dias (16/05/14) – http://naofo.de/89o

Para vocês terem uma ideia, dentre as páginas mundiais que mais cresceram no mundo no último dia, a que está em quinto lugar é a Facebook for every fone. Com apenas 550mil fãs em 1 único dia. Estamos falando da página do aplicativo de celular do próprio Facebook(!). Atualmente (agora mesmo) o TV Revolta está crescendo numa taxa de 250mil fãs por dia, metade da página citada antes, considerando as variações de horário estimamos que ela deva ter um crescimento diário de 170 à 200mil fãs.
16tvrtr A torneira do dinheiro está aberta por aqui.
Se observarmos outras páginas, como as que aparecem no ranking, elas são patrocinadas pontualmente, tendo picos de entrada. Basta você ver os gráficos de curtida de qualquer das páginas com grande publicidade ou mesmo a página do Serra, hahaha.
Conclui-se então o óbvio, a popularidade da direita é questionável, como sempre. A mídia e a elite abastada impõe sua pauta, e seu ódio, através do seu poder financeiro, seja ele em meios profissionais ou mesmo em paginazinhas “amadoras”.
Por fim, a torneira de dinheiro está aberta no TV Revolta. Mas afinal, quem está financiando isso? Pois é um interesse visivelmente político. Pensava-se que os militantes pagos para atuar na internet eram da esquerda, não eram? Bem, fica pra quem quiser responder.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

COMO FHC TENTOU - E NÃO CONSEGUIU - TRAZER A COPA PARA O BRASIL EM 2006

COMO FHC TENTOU - E NÃO CONSEGUIU - TRAZER A COPA PARA O BRASIL EM 2006.
Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, lembra que, no último ano da década de 1990, o desemprego alcançara 12%, a inflação batera nos 8,94% e 26.093 empresas quebraram, mas que, ainda assim, Fernando Henrique apresentou candidatura do país a sediar a Copa de 2006; "A iniciativa de um governo que no primeiro ano de seu segundo mandato quebrara o país refletiu a própria incompetência na proposta que apresentou à Fifa", escreve o blogueiro.
15 DE MAIO DE 2014 Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania.
Se houve um momento em que deveriam ter sido feitos protestos contra a realização de uma Copa do Mundo no Brasil foi em 1999, ano em que o governo do país consumou um dos maiores – se não o maior – estelionato eleitoral de sua história.
No ano anterior, o então presidente Fernando Henrique Cardoso se reelegera garantindo que, sendo reeleito, não desvalorizaria o real diante do dólar. Era mentira. Cerca de 60 dias após se reeleger ele desvalorizou a moeda e atirou o Brasil em uma terrível crise econômica.
No último ano da década de 1990, o desemprego alcançara incríveis 12% (contra 5,4% em 2013), a inflação batera nos 8,94% (contra 5,91% em 2013), 26.093 empresas quebraram (contra 1.758 em 2013). Ainda assim, FHC apresentou candidatura do país a sediar a Copa do Mundo de 2006.
A iniciativa de um governo que no primeiro ano de seu segundo mandato quebrara o país refletiu a própria incompetência na proposta que apresentou à Fifa.
O caderno de encargos apresentado pela CBF à Fifa em 1999 continha um festival de erros e contrastava com propostas minuciosas e bem apresentadas como a inglesa. Por conta disso, a proposta do Brasil perdeu de todas as outras de goleada. O projeto apresentado pelo governo tucano começava pecando pela apresentação visual. A CBF enviara à Fifa uma brochura – que se desmontava com facilidade – e um fichário. A brochura indicava as cidades que receberiam a Copa de 2006 e discorria sobre aeroportos, estádios, pontos turísticos etc.
As fotos deixavam a desejar. Algumas eram em preto-e-branco, apesar de não serem antigas, denotando desleixo. E as legendas muitas vezes não condiziam com as fotos. Sobre a infraestrutura de São Paulo, por exemplo, uma rodovia era apresentada duas vezes e, na primeira, a legenda dizia que a imagem era do Monumento dos Bandeirantes (São Paulo) e, na segunda, a capital paulista era chamada de "Atibaia".
Já o metrô paulistano, que em 1999 já era o mais lotado e o menor do mundo – em se tratando de grandes centros urbanos –, além de tudo não aparecia completo. O mapa de sua extensão não citava estações como Tucuruvi e Parada Inglesa.
Mas foi na infraestrutura dos estádios que o Brasil passou vergonha. O "certificado de segurança" das instalações mandado à Fifa denotava a fragilidade da candidatura brasileira.
Sobre o estádio do Morumbi, foi apresentada carta da Secretaria de Habitação de São Paulo afirmando que o estádio comportava 80 mil torcedores, mas o mesmo documento continha informação de que metade da arquibancada térrea, até então interditada, não tinha cadeiras, obrigando os torcedores a verem os jogos em pé ou sentados no chão, o que infringia as exigências da Fifa.
Outro mico pago pelo Brasil foi sobre o estádio Vivaldo Lima, em Manaus. A brochura (mal encadernada) apresentada pelo governo FHC oferecia 20 lugares para deficientes físicos, ou 5% do que ofereciam os rivais do Brasil na disputa para sediar a Copa de 2006.
Além disso, os números da brochura tosca entregue pelo governo FHC à Fifa não batiam com os números que figuravam no fichário improvisado. Sobre o Maracanã, a documentação citava duas capacidades de público diferentes. Na brochura, 120 mil torcedores; no fichário, 100 mil torcedores.
Sobre o estádio da Fonte Nova, o material dizia que comportava "comodamente" 82 mil torcedores, mas que "boa parte" deles teria que ficar sentada no chão (!?). Já o estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, também teve capacidade inflada. Embora o material contivesse laudo atestando capacidade para 80 mil torcedores, a direção do estádio dizia que não cabiam mais de 70 mil.
O amadorismo da proposta do governo brasileiro foi tanto que um campo de treinos em Goiânia foi chamado de "Vila Nova", mas esse era o nome de um time goiano. O campo de treinos era o do Estádio Serra Dourada.
A proposta inglesa continha 608 páginas, a alemã (que acabou vencendo) continha 1.200 páginas, a sul-africana continha 1.500 páginas. Todas bem encadernadas, com descrição detalhada das cidades-sede. A proposta brasileira, mal ajambrada, continha 208 páginas.
Por fim, a previsão de gastos apresentada pelo Brasil condizia com o estado de penúria econômica do país. O valor apresentado para "investimentos" era de US$ 360 milhões e não era detalhado. Na proposta inglesa, por exemplo, só para reconstruir o estádio de Wembley os gastos previstos eram de US$ 490 milhões, o que denotava o irrealismo da proposta brasileira.
Oito anos depois, mais exatamente em 30 de outubro de 2007, o Brasil apresentou a sua proposta para sediar a Copa de 2014.
A apresentação brasileira condizia com a euforia social e econômica que vigia no país. Agora, tínhamos inflação de 4,6%, desemprego (ainda alto, porém cadente) de 9,3% e o país sofrera com apenas 2.721 falências naquele ano.
O material primoroso apresentado previa prioridade para os investimentos privados na construção e na reforma dos estádios, deixando os recursos públicos para a modernização da infraestrutura (transporte, segurança etc.)
A apresentação ainda continha vídeos com depoimentos de artistas, cenas de paisagens naturais e narração em inglês. Ao fundo, a apresentação tocava samba. Duas horas depois, Joseph Blatter, presidente da Fifa, disse que a escolha do Comitê Executivo da entidade fora unânime, confirmando a sede da Copa de 2014 para "o melhor futebol do mundo".
Todos os governos brasileiros, ao longo da segunda metade do século XX, tentaram trazer para cá a Copa do Mundo. Porém, só o governo Lula conseguiu. No século XXI.
As obras de infraestrutura (aeroportos, meios de transporte etc.) ficarão e beneficiarão as populações das regiões que as receberam. Os estádios, em um país em que milhões comparecem a eles todas as semanas, continuarão recebendo o afluxo desses mesmos milhões de brasileiros. Só que com mais conforto.
Todos os recursos públicos gastos com a Copa voltarão (com lucro expressivo) através dos negócios com turismo. A realização de evento disputado há décadas por incontáveis países projetará o país no mundo.
É compreensível que as demandas sociais justas deste país sejam feitas. Quanto mais forem feitas, melhor. Porém, a Copa não irá tirar um único centavo do social. Pelo contrário: o lucro que a Copa de 2014 irá gerar ajudará a atender essas demandas.

Copa do Mundo - Para ministro, Copa é oportunidade e não precisa haver pânico com manifestações

Para ministro, Copa é oportunidade e não precisa haver pânico com manifestações
Marilia Coêlho
Aldo Rebelo acredita que manifestações serão pacíficas

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, afirmou, nesta quinta-feira (15), que a Copa do Mundo é uma grande oportunidade para o país e não é preciso haver pânico quanto às manifestações. Ele participou de audiência pública promovida pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) para tratar das prioridades do ministério para 2014. Segundo Rebelo, o evento reunirá, ao longo de sua duração, 40 milhões de telespectadores, sendo 3 milhões apenas no jogo final. Ele apresentou estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas, que indica a geração de 3,6 milhões de empregos no Brasil por causa do evento.
- A Copa do Mundo tem também capacidade de agregar ao Produto Interno Bruto do país, ao longo do seu ciclo maior, até 2019, pelo menos 0,4% ao ano. A Copa do Mundo também projeta a imagem, a influência e o poder do país – afirmou.
Em relação às críticas e às manifestações populares, o ministro disse não ser correto nem justo olhar apenas para as dificuldades sem compará-las ao resto do mundo. Ele ressaltou as virtudes do Brasil como, por exemplo, ser a sétima economia do mundo, ter a agricultura mais competitiva do planeta e ser um país sem conflitos com nações vizinhas.
- Colocar as nossas mazelas sobre a mesa e omitir os problemas que o mundo enfrenta não é correto e também não é justo. E as nossas virtudes não aparecem – argumentou.
O ministro disse que manifestações violentas não podem acontecer e que a ordem democrática precisa ser defendida. Ele acredita que os protestos serão pacíficos. - As manifestações, que muitos propagam como se fossem o fim do mundo, as manifestações pacíficas são protegidas pela Constituição, não há porque temer as manifestações pacíficas. As manifestações violentas são coibidas pela Constituição, são proibidas por lei – disse.
Após comentário do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) sobre a importância de as manifestações populares durante a Copa serem pacíficas, Aldo Rebelo disse que a ONU, o Comitê do Prêmio Nobel da Paz, o papa Francisco e a própria Fifa manifestaram o desejo de que a Copa do Mundo seja um momento de luta pela paz.
– Que o mundo se preocupe em fazer desse momento, de grande visibilidade no planeta, um momento também de luta contra o racismo, de afirmação da paz. E acho que a população brasileira, que tem essa vocação, que tem essa tradição, também estará engajada nesse processo. E as manifestações que acontecerem, creio que serão pacíficas – reforçou o ministro.
Ele encerrou sua exposição, afirmando que o país vai realizar a Copa de 2014 à altura da melhor expectativa do mundo. Ele citou o exemplo do último Carnaval em que apenas Rio de Janeiro, Salvador e Recife receberam 6 milhões de visitantes.
- Portanto, não há porque haver qualquer tipo de pânico para a recepção a 3 milhões de turistas brasileiros e 600 mil turistas estrangeiros – concluiu.
Legado da Copa
Para as senadoras Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Ana Amélia (PP-RS), apesar dos problemas com obras de mobilidade urbana e com obras de infraestrutura, a Copa deixará um grande legado ao país.
- Aquelas obras que não ficaram prontas até a Copa virão. Não tenho dúvida, elas virão. Na minha cidade, elas virão. Porque os problemas estão sendo resolvidos – disse Vanessa.
O presidente da comissão, senador Cyro Miranda (PSDB-GO), criticou os atrasos de obras em estádios e aeroportos para a Copa, o fechamento do Museu do Ipiranga, em São Paulo e a falta de investimento em tecnologia da informação. Ele disse ter medo de que o país não deixe uma boa imagem. Na opinião do senador, as falhas nos estádios não serão notadas. Os problemas, em sua avaliação, acontecerão no cotidiano das cidades e nas chegadas e saídas dos estádios.
Sobre a imagem do país no exterior, questionado por Ana Amélia, o ministro disse que todos os ingressos foram vendidos e que não há comprometimento para o país. Ele afirmou que os estádios terão também utilidade para depois da Copa e citou o exemplo da Arena das Dunas, em Natal, no Rio Grande do Norte, que já possui a área comercial mais valorizada da cidade.
Em relação aos aeroportos, Rebelo disse que a maioria já tinha obras de ampliação previstas que foram adiantadas devido à Copa do Mundo.
- Não eram obras para a Copa, porque já havia um planejamento para a ampliação desses aeroportos pela ampliação da demanda dos serviços aeroportuários – explicou.
Bebida alcoólica nos estádios
Questionado pela senadora Ana Amélia, o ministro afirmou ser a favor da comercialização de bebidas alcoólicas nos estádios, liberada pela Lei Geral da Copa (Lei 12.663/2012). - Eu sou a favor dessa comercialização nos estádios, porque isso não fere nenhum princípio, nenhuma cláusula da Constituição do país e eu não vejo sentido em proibir, dentro dos estádios, em recinto privado, em evento privado, algo que as pessoas fazem uso legalmente – disse o ministro.
Na opinião da senadora, a proibição seria ruim para a credibilidade do país, que fez um contrato com a Fifa.
- Romper unilateralmente um contrato internacional coloca em risco a própria credibilidade do país em uma situação dessa – argumentou a senadora.
Agência Senado

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Em visita as obras da Transposição, Dilma anuncia 3ª entrada do São Francisco na PB

Em visita as obras da Transposição, Dilma anuncia 3ª entrada do São Francisco na PB com Investimento de quase R$ 200 milhões.
Foto: Divulgação.

A presidenta Dilma Rousseff garantiu a construção da 3ª entrada do Rio São Francisco na Paraíba pelo rio Piancó durante a inauguração, na manhã dessa terça-feira (13), do túnel Cuncas II, em São José de Piranhas. A nova entrada foi solicitada pelo Governo do Estado, desde o mês de dezembro do ano passado, em anteprojeto apresentado ao Ministério da Integração Nacional.
O 3º braço da Transposição do São Francisco pelo Rio Piancó e Coremas-Mãe D’Água está orçado em quase R$ 200 milhões e prevê a construção de um conjunto de adutoras que vai garantir a chegada da água para 18 municípios que possuem problemas de abastecimento.
Com a chegada da água dessa 3ª entrada, a conclusão do canal Acauã-Araçagi e com o sistema adutor da Borborema, que está sendo licitado o projeto executivo, a Paraíba será o Estado do Nordeste onde as águas do rio São Francisco estarão melhor distribuídas. Todas as regiões da Paraíba terão a tão sonhada segurança hídrica.
Em entrevista à imprensa, a presidenta Dilma Rousseff confirmou que o Governo Federal vai fazer uma nova entrada da transposição das águas do São Francisco na Paraíba pelo rio Piancó ampliando o acesso à água na região do Vale do Piancó. "A Paraíba está sendo beneficiada pelo Eixo Leste por Monteiro e Eixo Norte por São José de Piranhas/ Cajazeiras e agora com essa entrada pelo Rio Piancó traremos um benefício para uma região que não estava sendo beneficiada no início do projeto", ressaltou..
Transposição - O túnel Cuncas II, que possui 4 km, foi concluído em março deste ano e as obras do Cuncas I, com 15 quilômetros de extensão, estão em ritmo acelerado e apontam 88,9% de execução. Dos 15 quilômetros, 14,2 quilômetros já foram escavados para receber o túnel. A previsão é que as águas devem chegar à Paraíba no final de 2015..
Integração - Orçado em R$ 8,2 bilhões, o Projeto de Integração do Rio São Francisco prevê recursos de quase R$ 1 bilhão (cerca de 12% do total) para programas básicos ambientais, em conformidade com condicionantes do Ibama. A previsão do Governo Federal é que as obras sejam concluídas no final de 2015.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

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domingo, 11 de maio de 2014

F1- Mais uma vez Hamilton ganha e lidera campeonato mundial

F1
11/05/2014 10:47
Hamilton ignora estratégia diferente de Rosberg, vence na Espanha e é lider do campeonato. Massa anda para trás e é 13º
Em Barcelona, Lewis Hamilton suportou Nico Rosberg e sua tática diferente no fim da prova para ganhar de novo na F1 e ser o novo líder do Mundial. Daniel Ricciardo completou o pódio. Mal, Felipe Massa despencou e só terminou em 13º
RENAN DO COUTO, de Barcelona
VICTOR MARTINS, de São Paulo
Com uma curva, já era possível prever o que seria do GP da Espanha deste domingo (11) sem ter herdado os duvidosos dons da saudosa Mãe Dinah: Lewis Hamilton contornou tranquilamente à frente de Nico Rosberg, pôs a vitória no bolso e trocou a posição com o companheiro na classificação no campeonato, enfim assumindo a liderança. Atrás, a briga que se esperava pelo lugar final do pódio aconteceu só no primeiro trecho da prova; com as paradas, a Red Bull conseguiu inverter a perda que Daniel Ricciardo sofreu na largada para Valtteri Bottas e deu ao australiano seu segundo pódio na F1, o primeiro válido e legal.
Cinco provas, cinco vitórias, cinco poles: a Mercedes amplifica seus recordes de supremacia na F1. A coisa é feia para o resto. Só perdeu os 100% nas melhores voltas porque Sebastian Vettel fez um corridaço para se recuperar do 15º posto na largada e, com pneus mais novos no fim, andou mais rápido que os prateados. O alemão foi quarto, passando Bottas nas voltas finais.
Felipe Massa não fez aquela de suas largadas e só ganhou uma posição, subindo para oitavo. Empacou atrás das Ferrari e depois começou a perder rendimento. Mesmo com pneus novos, o desgaste era imenso. Andou para trás e terminou totalmente fora dos pontos, em 13º.
A cobertura completa do GP da Espanha no GRANDE PRÊMIO As imagens exclusivas deste domingo da F1 em Barcelona icone_TV Automobilismo na TV: a programação do fim de semana Lewis Hamilton lidera GP da Espanha (Foto: Getty Images)) Lewis Hamilton lidera GP da Espanha (Foto: Getty Images) Confira como foi o GP da Espanha de F1: A corrida deste domingo começou com temperaturas bem mais baixas do que as registradas nos dois dias de treinos em Barcelona. Eram só 23°C. A pista, naturalmente, também estava mais fria: 37°C.
O pelotão alinhou na reta do Circuito da Catalunha sabendo que essa largada é uma das mais determinantes do ano para o resultado da prova, dada a dificuldade de se ultrapassar no Circuito da Catalunha. E dessa vez, apesar da longa reta até a primeira curva, não houve grandes mudanças.
Hamilton partiu bem e não permitiu que Nico Rosberg o passasse. Esse, por sua vez, segurou o piloto que tracionou melhor entre os ponteiros: Bottas. O finlandês chegou a emparelhar com a Mercedes, mas faltou espaço.
Bottas ficou com a terceira posição à frente de Ricciardo, Romain Grosjean, Kimi Räikkönen, Fernando Alonso e Massa, que ganhou um lugar. Jenson Button, oitavo, é que se deu muito mal e caiu para 13º. Nico Hülkenberg e Esteban Gutiérrez completavam o top-10.
A primeira volta não viu grandes confusões, mas um lance fez com que Pastor Maldonado fosse punido – de novo. Ele forçou uma ultrapassagem sobre Marcus Ericsson em um ponto não tão óbvio e acertou a roda dianteira do sueco. Ambos os carros saíram da pista e voltaram devido ao toque, e o piloto da Lotus #13 recebeu um stop-and-go de 5s.
Não foram necessárias muitas voltas para que as duas Mercedes mostrassem que a corrida era dela – se é que alguém esperava que algo diferente acontecesse. Em cinco voltas, Bottas já estava mais de 7s atrás de Hamilton. Assim como nos treinos, as Flechas Prateadas enfiavam mais de 1s por volta na concorrência.
Para ajudá-los ainda mais, Bottas precisava se defender dos ataques de Ricciardo, que eram intensos. Acontece que a Red Bull perde muito em velocidade de reta, e nem usando o DRS o australiano conseguia dar o bote.
O momento mais vistoso das voltas iniciais acabou sendo, sem dúvida, a bela ultrapassagem de Daniil Kvyat sobre Gutiérrez valendo a 11ª posição. Ele ficou por fora nas curvas 3 e 4 na nona volta, mostrando bastante arrojo. Como se diz colhões em russo?
Gutiérrez tinha um ritmo bem fraco. Já perdera posição para Sergio Pérez e foi superado com facilidade também por Jenson Button, Sebastian Vettel e Kevin Magnussen.
Não demorou muito para que as equipes indicassem que iriam para três paradas. Vettel parou nos boxes na volta 12, Ricciardo na 15, e Grosjean e Massa um giro depois. Alonso permaneceu até a 17. Bem que tentou ganhar a posição de Kimi, que fez o pit duas voltas depois, mas o finlandês voltou muito pouco à frente.
Hamilton ficou na pista até o momento – volta 18 – em que Rosberg passou a andar mais rápido e reduziu a diferença para menos de 2s.
O ritmo de Rosberg era tão forte que ele ainda conseguiria fazer a volta mais rápida da corrida com pneus gastos. Foram 21 voltas até que a Mercedes fizesse uma ótima troca, mas Hamilton, que respondeu ao tempo do alemão e manteve a ponta.
Mas ficou evidente ali que os dois usariam táticas diferentes: Enquanto Hamilton manteve os pneus médios, Rosberg mudou para os duros. Ouviu do engenheiro que deveria ganhar 2s em relação ao inglês até o final daquele stint.
A rodada de pit-stops também colocou Ricciardo à frente de Bottas. A desvantagem dele para o líder já passava dos 20s. E Vettel, o primeiro a parar, subiu para a nona posição, na cola de Massa.
Uma boa briga se seguiu nas voltas 24 e 25, entre os ex-companheiros Grosjean e Räikkönen. Sem condição nenhuma de defesa, o francês abriu caminho para a Ferrari, mas uma travada na roda traseira direita de Kimi fez o duelo durar mais uma volta. Novamente na curva 1, Kimi repetiu a manobra, não errou e passou.
Alonso seguiu o mesmo caminho uma volta depois, levantando a torcida espanhola ao assumir a sexta posição.
Massa entrou para seu segundo pit na volta 28 e recebeu pneus duros da Williams. E só ele. O resto dos ponteiros permaneceu na pista por mais algum tempo.
Vettel só foi botar novamente pneus médios em seu RB10 na volta 33. A exemplo do brasileiro, partiria para três paradas. O alemão voltou atrás da Williams, mas descontou a diferença e fez a ultrapassagem na volta 38. E nem precisou de muito tempo para deixar Magnussen para trás, com direito a uma bela travada no dianteiro esquerdo.
Grosjean e Alonso calçaram pneus duros nas voltas 35 e 36, respectivamente, também indicando três pits. E os cinco primeiros é que esticaram o segundo stint para fazer só duas paradas: Hamilton, Rosberg, Ricciardo, Bottas e Räikkönen.
A briga pela vitória continuava em aberto. Ao longo do segundo stint, Hamilton estabeleceu um intervalo de 3s8 para Rosberg até parar na volta 43. O inglês deixou os boxes 18s6 atrás de Rosberg, ou seja, ainda tinha a liderança real da prova nas mãos, além de poder andar mais rápido com compostos novos. Duas voltas: esse foi o intervalo entre as trocas – e o trabalho no carro de Rosberg não foi tão bom. A diferença aumentou para 4s8. Nico teria de fazer valer os pneus médios no trecho final.
Ricciardo e Bottas pararam na mesma volta de Hamilton, e o finlandês foi momentaneamente superado por Alonso e Vettel.
A essa altura, Massa, sem brilho algum na corrida e com um pit por fazer, era pressionado por Grosjean. Parou na volta 47.
Lá na frente, Rosberg dava sinais de que teria fôlego para alcançar o #44. O cronômetro mostrava que eles estavam separados por 2s0 na volta 53.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Bombeiros são os profissionais mais confiáveis no Brasil, diz pesquisa.

Os bombeiros são os profissionais que têm mais confiança da população no Brasil, segundo uma pesquisa do instituto alemão GfK Verein. Os políticos aparecem em último em uma lista com 32 profissões.
De acordo com o levantamento, os combatentes de incêndio têm a confiança de 92% dos brasileiros, dez pontos percentuais à frente dos professores (82%), seguidos pelos paramédicos (81%) e pelos pilotos (80%).
Não é apenas no Brasil que isso acontece: os bombeiros estão no topo da lista em 15 dos 25 países em que a pesquisa foi feita.
Bombeiros tentam apagar incêndio em ônibus após protesto na rua Doutor Assis Ribeiro, na zona leste de SP
Na parte de baixo da lista, aparecem os profissionais de negócio e os empreendedores (42%), à frente de advogados (41%), agentes de seguro (30%), prefeitos (14%) e políticos (6%).
"Esses baixos índices [para os políticos] parecem compreensíveis do ponto de vista do alto grau de corrupção no país", afirma a GfK, no levantamento.
No geral, o índice de confiança dos brasileiros nos profissionais é de 56%, o que coloca o país na penúltima posição, à frente apenas da Argentina (55%). As taxas mais altas aparecem na África do Sul (81%), na Índia (78%) e no Canadá (77%).
O estudo teve participação de 28 mil pessoas em 25 países (mil no Brasil).
Veja abaixo a lista completa do índice de confiança nos profissionais
Bombeiros - 92%
Professores - 82%
Paramédicos - 81%
Pilotos - 80%
Farmacêuticos - 76%
Enfermeiros - 72%
Arquitetos - 72%
Médicos - 66%
Jornalistas - 66%
Engenheiros e técnicos - 64%
Soldados - 61%
Juízes - 59%
Motoristas de táxi - 57%
Atores - 57%
Condutores de trens ou metrô - 56%
Especialistas em computação e software - 56%
Artesãos - 55%
Fazendeiros - 55%
Publicitários - 53%
Profissionais de pesquisa de opinião e mercado - 53%
Vendedor de varejo - 53%
Pastores e padres - 50%
Atletas profissionais - 49%
Apresentadores de TV - 48%
Funcionários públicos - 48%
Profissionais do setor bancário - 46%
Policiais - 44%
Profissionais de negócios e empreendedores - 44%
Advogados - 41%
Agentes de seguros - 30%
Prefeitos - 14%
Políticos - 6%
O que impressiona nessa pesquisa, é o fato que, as únicas profissões, em que quem escolhe é o povo, elas estão em dois últimos lugares - Prefeitos (14%) e Políticos (6%), ou seja, as pessoas reclamam dos políticos que têm, só que eles não estão ai nem por acaso, ou porque se submeteram a concursos públicos, estão porque foram eleitos pelo povo, portanto, são produtos de nós mesmos, o que nos remete a seguinte conclusão: quando formos meter pedras nos políticos, temos que lembrar que estamos jogando pedras nas nossas escolhas.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Eleição Presidencial: Dilma tem mais da metade dos votos no Ceará.

Pesquisa Ibope/Diário do Nordeste - 07/05/2014.
Apesar do bombardeio diário que a Presidenta Dilma toma na mídia, ela continua firme na preferência da população. A Presidenta quando esteve no Ceará para distribuir Kit Seca, ela foi enfática ao dizer, que: O povo sabe quem está do seu lado e quem está contra.
Presidenta Dilma continua forte, mesmo sendo vítima da oposição, combinada com a mídia.

Em relação à sucessão presidencial, Dilma Rousseff (PT) tem a preferência de mais da metade do eleitorado cearense. Na pesquisa espontânea ela aparece com 24% e o segundo mais próximo é o ex-presidente Lula com 7% das intenções de voto.
No relatório sobre os dados relacionados à eleição presidencial, o Ibope diz que com a apresentação dos nomes dos possíveis presidenciáveis, em um dos cenários testados, Dilma Rousseff aparece em primeiro lugar com 58% das intenções de voto, enquanto Aécio Neves e Eduardo Campos ficam empatados com 7%, cada um. Outros candidatos, somados, são 8%. Declaram a intenção de votar em branco ou anular o voto 12% do eleitorado e 7% não sabem ou não responderam.
A pesquisa seguiu um modelo de amostragem em 3 estágios. No primeiro os municípios são selecionados probabilisticamente através do método PPT (Probabilidade Proporcional ao Tamanho) sistemático, tomando o eleitorado como base para tal seleção. No segundo são selecionados os conglomerados: setores censitários, com PPT sistemático. A medida de tamanho é a população de 16 anos ou mais residentes nos setores.