domingo, 11 de maio de 2014

F1- Mais uma vez Hamilton ganha e lidera campeonato mundial

F1
11/05/2014 10:47
Hamilton ignora estratégia diferente de Rosberg, vence na Espanha e é lider do campeonato. Massa anda para trás e é 13º
Em Barcelona, Lewis Hamilton suportou Nico Rosberg e sua tática diferente no fim da prova para ganhar de novo na F1 e ser o novo líder do Mundial. Daniel Ricciardo completou o pódio. Mal, Felipe Massa despencou e só terminou em 13º
RENAN DO COUTO, de Barcelona
VICTOR MARTINS, de São Paulo
Com uma curva, já era possível prever o que seria do GP da Espanha deste domingo (11) sem ter herdado os duvidosos dons da saudosa Mãe Dinah: Lewis Hamilton contornou tranquilamente à frente de Nico Rosberg, pôs a vitória no bolso e trocou a posição com o companheiro na classificação no campeonato, enfim assumindo a liderança. Atrás, a briga que se esperava pelo lugar final do pódio aconteceu só no primeiro trecho da prova; com as paradas, a Red Bull conseguiu inverter a perda que Daniel Ricciardo sofreu na largada para Valtteri Bottas e deu ao australiano seu segundo pódio na F1, o primeiro válido e legal.
Cinco provas, cinco vitórias, cinco poles: a Mercedes amplifica seus recordes de supremacia na F1. A coisa é feia para o resto. Só perdeu os 100% nas melhores voltas porque Sebastian Vettel fez um corridaço para se recuperar do 15º posto na largada e, com pneus mais novos no fim, andou mais rápido que os prateados. O alemão foi quarto, passando Bottas nas voltas finais.
Felipe Massa não fez aquela de suas largadas e só ganhou uma posição, subindo para oitavo. Empacou atrás das Ferrari e depois começou a perder rendimento. Mesmo com pneus novos, o desgaste era imenso. Andou para trás e terminou totalmente fora dos pontos, em 13º.
A cobertura completa do GP da Espanha no GRANDE PRÊMIO As imagens exclusivas deste domingo da F1 em Barcelona icone_TV Automobilismo na TV: a programação do fim de semana Lewis Hamilton lidera GP da Espanha (Foto: Getty Images)) Lewis Hamilton lidera GP da Espanha (Foto: Getty Images) Confira como foi o GP da Espanha de F1: A corrida deste domingo começou com temperaturas bem mais baixas do que as registradas nos dois dias de treinos em Barcelona. Eram só 23°C. A pista, naturalmente, também estava mais fria: 37°C.
O pelotão alinhou na reta do Circuito da Catalunha sabendo que essa largada é uma das mais determinantes do ano para o resultado da prova, dada a dificuldade de se ultrapassar no Circuito da Catalunha. E dessa vez, apesar da longa reta até a primeira curva, não houve grandes mudanças.
Hamilton partiu bem e não permitiu que Nico Rosberg o passasse. Esse, por sua vez, segurou o piloto que tracionou melhor entre os ponteiros: Bottas. O finlandês chegou a emparelhar com a Mercedes, mas faltou espaço.
Bottas ficou com a terceira posição à frente de Ricciardo, Romain Grosjean, Kimi Räikkönen, Fernando Alonso e Massa, que ganhou um lugar. Jenson Button, oitavo, é que se deu muito mal e caiu para 13º. Nico Hülkenberg e Esteban Gutiérrez completavam o top-10.
A primeira volta não viu grandes confusões, mas um lance fez com que Pastor Maldonado fosse punido – de novo. Ele forçou uma ultrapassagem sobre Marcus Ericsson em um ponto não tão óbvio e acertou a roda dianteira do sueco. Ambos os carros saíram da pista e voltaram devido ao toque, e o piloto da Lotus #13 recebeu um stop-and-go de 5s.
Não foram necessárias muitas voltas para que as duas Mercedes mostrassem que a corrida era dela – se é que alguém esperava que algo diferente acontecesse. Em cinco voltas, Bottas já estava mais de 7s atrás de Hamilton. Assim como nos treinos, as Flechas Prateadas enfiavam mais de 1s por volta na concorrência.
Para ajudá-los ainda mais, Bottas precisava se defender dos ataques de Ricciardo, que eram intensos. Acontece que a Red Bull perde muito em velocidade de reta, e nem usando o DRS o australiano conseguia dar o bote.
O momento mais vistoso das voltas iniciais acabou sendo, sem dúvida, a bela ultrapassagem de Daniil Kvyat sobre Gutiérrez valendo a 11ª posição. Ele ficou por fora nas curvas 3 e 4 na nona volta, mostrando bastante arrojo. Como se diz colhões em russo?
Gutiérrez tinha um ritmo bem fraco. Já perdera posição para Sergio Pérez e foi superado com facilidade também por Jenson Button, Sebastian Vettel e Kevin Magnussen.
Não demorou muito para que as equipes indicassem que iriam para três paradas. Vettel parou nos boxes na volta 12, Ricciardo na 15, e Grosjean e Massa um giro depois. Alonso permaneceu até a 17. Bem que tentou ganhar a posição de Kimi, que fez o pit duas voltas depois, mas o finlandês voltou muito pouco à frente.
Hamilton ficou na pista até o momento – volta 18 – em que Rosberg passou a andar mais rápido e reduziu a diferença para menos de 2s.
O ritmo de Rosberg era tão forte que ele ainda conseguiria fazer a volta mais rápida da corrida com pneus gastos. Foram 21 voltas até que a Mercedes fizesse uma ótima troca, mas Hamilton, que respondeu ao tempo do alemão e manteve a ponta.
Mas ficou evidente ali que os dois usariam táticas diferentes: Enquanto Hamilton manteve os pneus médios, Rosberg mudou para os duros. Ouviu do engenheiro que deveria ganhar 2s em relação ao inglês até o final daquele stint.
A rodada de pit-stops também colocou Ricciardo à frente de Bottas. A desvantagem dele para o líder já passava dos 20s. E Vettel, o primeiro a parar, subiu para a nona posição, na cola de Massa.
Uma boa briga se seguiu nas voltas 24 e 25, entre os ex-companheiros Grosjean e Räikkönen. Sem condição nenhuma de defesa, o francês abriu caminho para a Ferrari, mas uma travada na roda traseira direita de Kimi fez o duelo durar mais uma volta. Novamente na curva 1, Kimi repetiu a manobra, não errou e passou.
Alonso seguiu o mesmo caminho uma volta depois, levantando a torcida espanhola ao assumir a sexta posição.
Massa entrou para seu segundo pit na volta 28 e recebeu pneus duros da Williams. E só ele. O resto dos ponteiros permaneceu na pista por mais algum tempo.
Vettel só foi botar novamente pneus médios em seu RB10 na volta 33. A exemplo do brasileiro, partiria para três paradas. O alemão voltou atrás da Williams, mas descontou a diferença e fez a ultrapassagem na volta 38. E nem precisou de muito tempo para deixar Magnussen para trás, com direito a uma bela travada no dianteiro esquerdo.
Grosjean e Alonso calçaram pneus duros nas voltas 35 e 36, respectivamente, também indicando três pits. E os cinco primeiros é que esticaram o segundo stint para fazer só duas paradas: Hamilton, Rosberg, Ricciardo, Bottas e Räikkönen.
A briga pela vitória continuava em aberto. Ao longo do segundo stint, Hamilton estabeleceu um intervalo de 3s8 para Rosberg até parar na volta 43. O inglês deixou os boxes 18s6 atrás de Rosberg, ou seja, ainda tinha a liderança real da prova nas mãos, além de poder andar mais rápido com compostos novos. Duas voltas: esse foi o intervalo entre as trocas – e o trabalho no carro de Rosberg não foi tão bom. A diferença aumentou para 4s8. Nico teria de fazer valer os pneus médios no trecho final.
Ricciardo e Bottas pararam na mesma volta de Hamilton, e o finlandês foi momentaneamente superado por Alonso e Vettel.
A essa altura, Massa, sem brilho algum na corrida e com um pit por fazer, era pressionado por Grosjean. Parou na volta 47.
Lá na frente, Rosberg dava sinais de que teria fôlego para alcançar o #44. O cronômetro mostrava que eles estavam separados por 2s0 na volta 53.

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