terça-feira, 1 de julho de 2014

Desculpe, Dilma!

É.
A verdade é que não estávamos acreditando em nosso país. Enquanto ela dizia que faríamos a copa das copas,
Falávamos que tudo seria uma vergonha.
Repetimos como papagaio as manchetes de uma imprensa derrotista.
-Imagina a copa!
"A Dilma anuncia medidas modernizantes, tudo morre na praia, e a copa do mundo, vai revelar ao mundo, a nossa incompetência, incompetência, incompetência.
E nós imaginamos o caos.
Falamos, todos, que na copa, tudo seria um vexame, e o mundo, veria um Brasil caótico.
E ela teimando em dizer que teríamos a copa das copas.
Pois o mundo veio ao Brasil, o mundo amou o Brasil.
O mundo andou de metrô e gostou.
O mundo amou nossos aeroportos, vibrou com nossos estádios, nossas ruas.
O mundo abraçou nosso povo.
O mundo amou o Brasil.
O mundo, hoje sabe, que assim como em qualquer outro lugar do mundo, não somos perfeitos, mas somos um país que cresce com dignidade.
E foi nesse momento, quando o mundo todo se preparava para nos aplaudir, que fizemos o que fizemos.
Ei, Dilma, VTNC!
Ei, Dilma, VTNC!
Todo Planeta, olhando para o nossos país e nós gritamos o que gritamos.
Ofendemos Dilma, como quem ofende um bandido. Renegamos a voz de uma mulher, que simplesmente teimava em repetir: Acredite em nosso país, é um novo Brasil que iremos apresentar ao mundo.
Desculpe-nos Dilma, pelos que gritaram e pelos que se calaram.
Ofendemos com nossos gritos de ódio, o nosso próprio país;
Ofendemos com nosso silêncio, a figura da própria mulher, que ali, ao lado da filha, teve que ouvir o que ouviu, e continuar a torcer, sozinha por um pais, que não soube reconhecer o seu próprio tamanho.
Não foi justo com você, Dilma;
Não foi justo com o Brasil.
Desculpe-nos Dilma. Uma parte deste país, errou.
Obrigado por não guardar mágoas.
Obrigado por acreditar em nós,
Nós, acreditamos ainda mais, em você!
José de Abreu.

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