Ser covarde, é...

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terça-feira, 19 de agosto de 2014

A entrevista de Dilma na TV.

William Bonner e Patricia Poeta visivelmente afetados

A entrevista de Dilma no Jornal Nacional
Por *Walter Santos

Em quinze minutos, a essência da entrevista conduzida por William Bonner e Patricia Poeta foi de trazer ao debate os problemas éticos e de crises conjunturais na Saúde e Economia, pois não se teve espaço para outras avaliações, com o saldo aquém do esperado do conjunto do mini-debate , porquanto 15 minutos é tempo muito pouco para um candidato, no caso a presidenta Dilma Rousseff, cuidar de questões tão fundamentais para a vida de um País do tamanho do Brasil. Isto tudo, ainda precisando ser registrado, o clima desajustado em alguns momentos da entrevista. Certamente que a partir de agora, deste momento em diante, haverá quem considere o desempenho da Dilma Rousseff de forma diferenciada, prós e contra, mesmo assim dentro da tensão e clima claramente desconfortável entre eles, ela soube manter o status e o domínio conjuntural do que representa como candidata à reeleição.
No quesito escândalos muito enfatizado, por exemplo, a presidenta respondeu apontando mais estrutura e liberdade da Policia Federal, da mesma forma do Ministério Público e a criação da Controladoria Geral da União como ações efetivas que redundaram em procedimentos para combate à corrupção como, segundo ela, não havia antes do governo do PT, ou seja, no governo do PSDB sem citar os escândalos atuais sem cobertura proporcional da Grande Mídia.
No caso especifico da condenação de lideres do PT pelo Supremo Tribunal Federal, certamente que a sociedade gostaria de saber do juízo de valor pessoal de Dilma Rousseff, entretanto, com estatura e firmeza soube usar da prerrogativa de chefe de um Poder constituído, no caso o Executivo, para se abster de comentários possíveis até de criar uma crise institucional, caso tivesse embarcado na “casca de banana” colocada à prova.
Na Saúde, onde de fato os problemas ainda são muitos, diante da indagação sobre por que não resolver questão tão fundamental em 12 anos, restou-lhe conceituar o enfrentamento da crise no setor a partir da constatação de inexistência de médicos brasileiros atuando fora dos grandes centros porque se concentram nas Capitais e médias cidades, por isso defendeu o programa “Mais Médicos” como gerador de resultados nunca vistos. Mas, conceituou que o drama da Saúde precisa ser entendido como problema com responsabilidades partilhadas com os Estados e Municipios, mesmo assim se diz pronta para a nova etapa, se reeleita, de ampliar a estrutura de atendimento mais qualificado ao cidadão e cidadã.
Já na análise da Economia, diante da observação de Bonner de que a Inflação estava por um fio de explodir, Dilma Rousseff discordou da existência desse estágio e foi incisiva em dizer que seu Governo seqüenciando ao de Lula tem enfrentado a crise gerada em cenas e países externos com a decisão de não demitir, não reduzir salários e nem criar mecanismos de redução da renda das pessoas oferecendo à iniciativa privada redução de impostos e de desoneração da folha de pessoal como antídoto com resultados já que projetou a queda da inflação para o segundo semestre, diferentemente da projeção exposta pelo renomado jornalista.
Ao final, diante da forma e clima expostos pelos apresentadores com a candidata do PT não é demais intuir uma realidade de relacionamento fragilizado e de certo enfrentamento entre os que representam as duas partes na entrevista.
Em face da necessidade da sociedade conhecer mais e melhor o desempenho dos postulantes, tanto no caso da Presidenta quanto dos demais candidatos, é de se concluir que 15 minutos é tempo aquém do necessário.
Apesar dos humores diversos, o saldo é que Dilma deu conta do recado, mesmo que haja quem jamais admitirá sua performance em nível de aprovação, sobretudo quando se faz o filtro por preconceito pré- estabelecido. Seja como for, ela demonstrou estar segura e preparada.
PORTA 247 REGISTRA AGRESSÃO DE APRESENTADORES
O clima de mal - estar entre apresentadores e a presidenta Dilma Rousseff já ganhou as manchetes de portais nacionais, como o 247, que expôs com destaque:
"Foi inacreditável a ação eleitoral do Jornal Nacional contra a presidente Dilma Rousseff; William Bonner fez perguntas quilométricas; Patrícia Poeta chegou a fazer cara de nojo e a colocar o dedo em riste diante de Dilma em razão do "nada" que teria sido feito na área da saúde em 12 anos, ditos com ênfase pela apresentadora; Dilma mal teve a oportunidade de responder perguntas que eram acusações, como sua suposta incapacidade de se cercar de pessoas honestas e os números da economia; quando teve oportunidade falar, Dilma disse que seu governo "estruturou o combate à corrupção" e que "nenhum procurador foi chamado de engavetador-geral da República"; ela lembrou ainda o baixo desemprego e a inflação que se aproxima de zero nos últimos meses; não foi entrevista, foi agressão, fora de qualquer padrão civilizado de jornalismo; presidente conseguiu falar sobre o progama Mais Médicos e informar que a inflação está baixando, com zero de elevação em julho."
ÚLTIMA
"Esse jogo não vai ser um a um..."

*Walter Santos
O colunista Walter Santos acumula a condição de jornalista, multimidia e diretor executivo do Grupo WSCOM - empresa pioneira no jornalismo na WEB a partir da Paraiba e responsável pela Revista NORDESTE, mais importante publicação circulando nas 9 capitais da região, mais SP, Rio e Brasilia.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Farracova de Marina assanha Datafolha

Farracova de Marina assanha Datafolha

Datafolha 18/08
Por http://www.megacidadania.com.br/farracova-de-marina-assanha-datafolha/
A pesquisa Datafolha divulgada na madruga desta segunda-feira, dia 18/08, na prática impõe ao PSB o nome de Marina como candidata, o que oficialmente só ocorrerá na quarta-feira, dia 20/08.
Observando o resultado destes números, devemos reconhecer que, por óbvio, o fator emocional pós tragédia - a morte de Eduardo Campos - teve inequívoca influência.
Outro detalhe é que o instituto de pesquisa “esqueceu” de simular um segundo turno entre Aécio e Marina, cujo resultado poderia influenciar, fortalecer e definir, desde já, a ida de um deles ao segundo turno.
Entendemos que tal "esquecimento" não foi acidental. Foi, isto sim, estratégico, uma vez que poderão justificar mais adiante - a depender do cenário - a troca de Marina por Aécio, com o seu "fortalecimento" para ir ao segundo turno.
Ao colocar, na simulação do segundo turno, Marina numericamente na frente de Dilma, embora empatadas tecnicamente, fica evidente que já foi escolhido o cenário que, doravante, será acalentado pela velha mídia empresarial. Confira na imagem a seguir:
pesquisa datafolha 18 08 estimulada
O resultado da consulta com resposta espontânea (quando o eleitor não é estimulado com a apresentação dos nomes dos candidatos) apresenta números significativos que reforçam a tese da influência, momentânea, do fator emoção que favorece Marina (na consulta estimulada). Confira na imagem a seguir:
pesquisa datafolha 18/08 espontânea.
Ainda faltam algumas decisões políticas importantes, tais como, a definição oficial da chapa do PSB com titular e vice e ainda se Marina vai manter os acordos com o PSDB, anteriormente por ela repudiados. Lembremos que foi divulgado por seus aliados que ela não embarcou no fatídico voo de Eduardo Campos para evitar se encontrar com o candidato tucano ao governo de São Paulo e que tem como vice um integrante do PSB.
Marina tinha, até então, a cômoda condição de vice que podia bater duro nos acordos políticos que Eduardo Campos e o PSB articulavam, mas agora, com a possibilidade de sua efetivação como candidata, ela será obrigada a se confrontar com seu próprio discurso de ser a única representante de uma nova política.
Aparentemente Aécio está sendo colocado pela velha mídia em uma espécie de prateleira, onde deve permanecer inerte até que seja aferida a performance de Marina diante de suas evidentes contradições.
A entrevista de Dilma ao Jornal Nacional da Tv Globo nesta segunda-feira, dia 18/08, é também um fator político importante que influencia uma boa parcela do eleitorado.
Destacamos que nesta terça-feira, dia 19/08, terá início o horário eleitoral em rede aberta de TV, que é outro fator decisivo.
A possibilidade de a eleição presidencial se decidir no primeiro turno, está evidente que deixa em polvorosa a maior força política em atuação no país que é a velha mídia empresarial.
Depois de todo Palancório (palanque no velório) com intensa queima de fogos, farta distribuição de camisetas com a mesma mensagem política nas cores amarela, preta e branca sendo utilizadas por pessoas contratadas, faixas gigantes e shows, aguardemos que o fator Farracova (explorado por Marina) se acomode naturalmente com o tempo, para podermos analisar o cenário com mais objetividade, sabendo que ainda iremos enfrentar os factoides do influente FarraPig.

sábado, 16 de agosto de 2014

Bahia - Dilma tem 55% de preferência, diz Ibespe

Dilma tem 55% de preferência na Bahia, diz Ibespe.


Cleidiana Ramos
Dilma é a preferida de 55% do eleitorado baiano, segundo pesquisa Pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ibespe), por iniciativa do site Bahia Notícias, mostra que a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, lidera a disputa na Bahia. O levantamento foi realizado entre os dias 8 e 12 de agosto, antes do acidente aéreo que matou Eduardo Campos (PSB), fator que, segundo analistas, vai provocar mudanças significativas no cenário eleitoral.
Dilma tem 55% das intenções de voto dos entrevistados na pesquisa estimulada, que usa o método de apresentar cartões com o nome dos candidatos. Em seguida vem Aécio Neves (PSDB) com 15% e Eduardo Campos era a opção de 6% dos 1.800 baianos estrevistados em 75 municípios. O candidato do PSC, Pastor Everaldo tem 4%; Luciana Genro (PSOL), Rui Costa Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU) aparecem com 1% dos votos. Já Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB), Mauro Iasi (PCB) e Eduardo Jorge (PV) não pontuaram. Brancos e nulos somaram 11% e os que não responderam ou disseram não saber em quem votar, 8%.
Na pesquisa espontânea Dilma tem 39% das inteções de voto, contra 9% de Aécio Neves e 3% de Eduardo Campos. O ex-presidente Lula, que não é candidato, foi lembrado por 1% dos entrevistados.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Em Alagoas Dilma lidera com 51%

O Sistema Pajuçara de Comunicação divulgou, nesta manhã (14), pesquisa realizada pelo Instituto Exatta; de acordo com os dados, o candidato ao governo de Alagoas, Renan Filho (PMDB) com 38%, ao Senado, Fernando Collor (PTB) 39%, e à Presidência, Dilma Rousseff (PT) com 51% das intenções de voto, estão na liderança.

14 DE AGOSTO DE

Presidência da República

Para o cargo de Presidente da República, a pesquisa revelou que Dilma Rousseff (PT) lidera em Alagoas, com 51% das intenções de voto. Eduardo Campos (PSB) teve 16% e Aécio Neves (PSDB), 11%. O candidato Rui Costa (PCO) apresentou 2% das intenções. No total, 9% dos alagoanos entrevistados disseram que não votariam em nenhum candidato e outros 9% estavam indecisos.
Na primeira simulação para 2º turno, Dilma Rousseff venceria as eleições com 57% dos votos, enquanto Aécio Neves teria um total de 26%. 11% dos alagoanos não votariam em nenhum candidato e outros 5% estavam indecisos.
Na segunda simulação, Dilma teria 55% dos votos e Eduardo Campos, 30%. Nesse caso, 5% dos entrevistados declararam que estavam indecisos e outros 10% que não votariam em nenhum dos candidatos apresentados.

Interesse

O levantamento ainda quis saber o nível de interesse do eleitor alagoano para o pleito deste ano. De acordo com os números, 28% dos entrevistados disseram ter pouco interesse e 32%, nenhum interesse, o que somaria 60% do total.
Com gazetaweb.com

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Pesquisas estaduais dão Dilma 52,4% e Aécio 29,7%

Pesquisas estaduais dão Dilma 52,4% e Aécio 29,7%


publicado em 12 de agosto de 2014 às 12:18
Por Emílio Rodriguez Lopez, especial para o Viomundo:

Dilma__52,4%__________________________Aécio__29,7%________________Eduardo 10,7%.
Diversos institutos têm feito pesquisas para governador, senador e presidente da República. Elas já abrangem 24 estados. Ainda não há disponíveis apenas para Amapá, Roraima e Tocantins.
As pesquisas estaduais têm amostra maior de entrevistados e podem ser mais realistas que as nacionais.
Por isso, decidimos compilar os votos válidos (excluídos indecisos, brancos e nulos) de várias pesquisas estaduais para presidente da República. Consideramos as pesquisas mais recentes do Ibope para Alagoas, Bahia , Ceará, Goiás, Mato grosso do sul, Mato Grosso, Rio Grande do Norte, Rondônia, Rio Grande do sul, Santa Catarina e São Paulo.
Datatempo: Minas Gerais.
Veritá: Distrito Federal e Paraná.
Alvo: Pará.
Souza Lopes: Paraíba.
Voz Populi: Acre e Sergipe.
Gerp: Rio de Janeiro.
Mauricio de Nassau: Pernambuco.
Jales: Piauí.
Action: Amazonas
Dilma tem 52,45%, Aécio 29,7% e Eduardo Campos 10,7%. Deste modo, por margem estreita, a eleição seria decida no primeiro turno.
A presidenta Dilma tem maior potencial de voto nas regiões Norte e Nordeste, como vem ocorrendo nas últimas eleições. Este percentual é menor nas regiões Centro-oeste e Sudeste, mas com percentual que a fazem altos.
A tabela abaixo mostra a distribuição por votos válidos nas diversas regiões brasileiras.
No momento, de acordo com as pesquisas divulgadas, Aécio venceria em apenas três estados da federação: Minas Gerais, Espirito Santo e Distrito Federal.
No Nordeste, Dilma teria quase 11,5 milhões de votos a mais que Aécio e no Norte mais de 1,8 milhões. Na região Sul, a diferença seria de quase 2 milhões, no Centro- Oeste, de 390 mil votos. Já na região Sudeste, Dilma teria 2,6 milhões de votos a mais.
Observamos algumas alterações importantes, como a ampla frente de Dilma no maior estado da região Sul, Rio Grande do Sul, por mais de 1,4 milhões de votos.
Ainda de acordo com o cenários dos institutos de pesquisas, Dilma ganharia hoje em seis estados que perdeu para Serra em 2010: Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Santa Catarina,Paraná, Rondônia e Acre.
Em São Paulo, a presidente Dilma tem 30% e Aécio 25%, mas transformados em votos válidos, como aparece no dia da eleição, seriam 43% a 38%, devido à exclusão dos votos nulos e brancos. Este fato fez bater o desespero na campanha de Aécio e levá-la a fazer campanha para as pessoas votarem e, na sua lógica, garantir o segundo turno.
No Sul, destaca-se a ampla frente de Dilma no Rio Grande do Sul, por mais de 1,4 milhões de votos.
No Sudeste, Dilma perde por 68 mil votos no Espírito Santo e por 900 mil em Minas Gerais, mas ganha por aproximadamente 1,3 milhões em São Paulo e por 2,3 milhões de votos no Rio de Janeiro. Provavelmente, no Sudeste as diferenças serão pequenas para um ou outro candidato.
Veja a votação por votos válidos nos diversos estados da federação, antes do inicio do horário eleitoral:
Estes dados mostram que a candidatura de Dilma pode ganhar no primeiro turno, visto que hoje há indicação de quase dois pontos e meio acima dos 50%.
Outra questão relevante é o fato de Dilma ter mais da metade do tempo de TV, o que pode ser fundamental para manter a dianteira e até ampliá-la.
Nesta semana, Datafolha e Ibope farão várias pesquisas nos Estados e este quadro poderá ter algumas alterações. Mas somente no início de setembro começaremos a ver os efeitos da propaganda veiculada em televisão e rádio.

domingo, 10 de agosto de 2014

Mais de 50% dos votos nulos não podem anular um pleito

LEI DAS ELEIÇÕES Anderson Pires

Mais de 50% dos votos nulos não podem anular um pleito.

A aferição do resultado de uma eleição está prevista na Constituição Federal de 1988 que diz, em seu art. 77, parágrafo 2º, que é eleito o candidato que obtiver a maioria dos votos válidos, excluídos os brancos e os nulos. Ou seja, os votos em branco e os nulos simplesmente não são computados. Por isso, apesar do mito, mesmo quando mais da metade dos votos for nula não é possível cancelar um pleito.
Segundo a legislação vigente, o voto em branco é aquele em que o eleitor não manifesta preferência por nenhum dos candidatos. Por sua vez, é considerado voto nulo quando o eleitor manifesta sua vontade de anular, digitando na urna eletrônica um número que não seja correspondente a nenhum candidato ou partido político. O voto nulo é apenas registrado para fins de estatísticas e não é computado como voto válido, ou seja, não vai para nenhum candidato, partido político ou coligação.
Segundo a legislação, apenas os votos válidos contam para a aferição do resultado de uma eleição. Voto válido é aquele dado diretamente a um determinado candidato ou a um partido (voto de legenda). Os votos nulos não são considerados válidos desde o Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965). Já os votos em branco não são considerados válidos desde a Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições).
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Henrique Neves destaca que a eleição “nada mais é do que verificar a vontade do povo”. “O verdadeiro detentor do poder democrático é o eleitor, que se manifesta por certo candidato. Se a pessoa não vai à urna ou vai e vota nulo, ela não manifesta a sua vontade em relação a nenhum dos candidatos. Se poderia até dizer que ela está fazendo um voto de protesto, mas as regras constitucionais brasileiras dão peso ‘zero’ para esse voto de protesto: ele não é considerado para o resultado das eleições”, frisa.
O ministro explica que, caso haja mais votos em branco e nulos em uma eleição, os candidatos que teriam de obter o apoio de mais da metade dos votos para serem eleitos em primeiro turno, neste caso, precisarão do apoio de menos eleitores para alcançar a vitória. Por exemplo: em um pleito envolvendo a participação de cem eleitores, para ser eleito, o candidato precisará de 51 votos válidos. Na mesma situação, se dos cem eleitores 20 votarem em branco ou anularem seu voto, apenas 80 votos serão considerados válidos e, dessa forma, estará eleito quem receber 41 votos.

Anulação da eleição
Existem, no entanto, algumas situações que autorizam a Justiça Eleitoral a anular uma eleição. De acordo com o Código Eleitoral, art. 222, é anulável a votação quando viciada de falsidade, fraude, coação, interferência do poder econômico, desvio ou abuso do poder de autoridade em desfavor da liberdade do voto, ou emprego de processo de propaganda ou captação de sufrágios vedado por lei.
Ainda conforme o Código Eleitoral, em seu art. 224, “se a nulidade atingir mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e estaduais ou do município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 a 40 dias”. Em resumo, se ficar comprovado que determinado candidato eleito com mais de 50% dos votos nas eleições majoritárias cometeu uma das irregularidades citadas, a Justiça Eleitoral deverá anular o pleito e determinar um novo.
“Quando isso ocorre, todos os votos que foram dados àqueles candidatos são anulados. Esses votos anulados não correspondem àqueles votos nulos, quando o eleitor erra a votação [na urna]. São votos válidos que posteriormente são anulados porque houve uma irregularidade na eleição, e aí quando a quantidade de votos anulados chega a mais de 50% é que se faz uma nova eleição”, esclarece o ministro Henrique Neves.
Além disso, aquele candidato que deu causa à anulação do pleito e à consequente necessidade de realização de nova votação não pode participar dessa nova eleição. O ministro lembra que a Advocacia-Geral da União (AGU) vem cobrando desses candidatos o custo da realização de novos pleitos.
“Quando ocorre a anulação de uma eleição, a Justiça Eleitoral e a população têm prejuízo. Por isso nós [ministros do TSE] temos muito cuidado nessas situações de anulação de eleição. Há que existir uma prova muito forte e um fato muito grave para que se chegue à anulação de uma eleição. E aí tem que se iniciar um novo processo eleitoral: as eleições são marcadas pelos TREs [tribunais regionais eleitorais] em um curto espaço de tempo, há nova campanha eleitoral, o eleitor tem que pesquisar novamente a vida pregressa dos candidatos para saber dentro daqueles que se lançaram qual tem melhores condições de representá-lo”, observa.
Outra possibilidade de anulação de uma eleição por parte da Justiça Eleitoral é no caso do posterior indeferimento do registro ou cassação do mandato de determinado candidato que foi eleito com mais de 50% dos votos válidos. Um registro de candidatura pode ser negado, por exemplo, por estar o candidato inelegível ou por este não estar quite com a Justiça Eleitoral.
Como os candidatos podem recorrer das decisões dos juízes, dos tribunais regionais eleitorais e até do Tribunal Superior Eleitoral, em algumas situações, somente após a eleição tem-se a decisão final acerca do registro de candidatura. Dessa forma, mesmo depois de eleito, é possível que determinado candidato tenha de deixar o cargo devido ao indeferimento de seu registro e a consequente anulação de todos os votos concedidos a ele.
Em 2013, ao todo, 75 cidades realizaram novas eleições para prefeito e vice-prefeito. Já neste ano, ocorreu renovação de eleição em nove municípios. Em todas essas localidades, as eleições municipais de 2012 foram anuladas pela Justiça Eleitoral porque o candidato que recebeu mais da metade dos votos válidos teve o registro de candidatura indeferido ou o mandato cassado.
Para evitar a realização de novos pleitos e o consequente prejuízo à sociedade, o ministro Henrique Neves alerta os eleitores sobre a importância de se pesquisar o passado dos candidatos. “A coisa mais importante é o eleitor pesquisar e verificar a vida pregressa do seu candidato. Ele pode escolher se ele vai ler num jornal, se vai ver na televisão, se vai acompanhar o horário eleitoral, buscar na internet, ouvir de um amigo, mas o importante é ele ter informação”, conclui.
* Com informações do TSE

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

PIG TEM 14 DIAS PARA DESTRUIR A DILMA

PIG TEM 14 DIAS PARA DESTRUIR A DILMA.
Dia 19 começa o “direito de antena”, que o Ataulfo diz que não serve pra nada.

O PiG tem pouco tempo para destruir a Dilma.
Foi um Governo inteiro na cadeira do dragão.

Veja o “manchetômetro” do massacre da mídia sobre Dilma.

Diante da monumental inépcia da Oposição, o PiG tentou de tudo: anabolizou as manifestações e passou a mão na cabeça dos black blocs; anunciou o apagão, a dengue, e que não ia ter Copa.
No camarote do Itaúúú, tentou dar dimensão universal a um êxtase passageiro da elite branca (de São Paulo).
As notícias boas do Governo ficaram retidas atrás do muro que Israel construiu na Faixa de Gaza.
O apagão de água de São Paulo foi tratado como uma crise condominial.
O PiG inventou uma crise inexistente na compra de Pasadena.
Que o Brasil ia perder o grau de investimento das agências que correm mais risco que o Banco Espírito Santo.
Tentaram reanimar o FMI, que, só aqui, no PiG, ainda é levado a sério.
Anunciaram a disparada da inflação e o estouro das contas das elétricas.
Leram significados ocultos nas pseudo-pesquisas pré eleitorais.
Teve quem anunciasse a vitória do Aécio num segundo turno que não vai haver.
Botou o Satãder para falar pelo “mercado”.
Instalaram o “pessimismo” no país: confundiram seus balanços trimestrais, especialmente depois do encaixe da Copa, com a situação dos 8 milhões de jovens brasileiros no Pronatec.
E não colou nada.
(Diz o PiG cheiroso, o Valor, da quarta-feira passada, na pág. B1: “Aporte estrangeiro em montadoras sobe a maior nível em cinco anos.”
(Apesar do título inequívoco, a “reportagem” de Eduardo Laguna anuncia o iminente fechamento da indústria automobilística brasileira, diante de 1001 crises e adversativas variadas … Por isso, a Dilma não lê o Valor nem vê a Globo. E o Mino Carta diz que, no Brasil, os jornalistas são piores que os patrões.)
Agora, como estão verdes, diria La Fontaine, o jenial Ataulfo (**) assevera que o horário eleitoral não conta e a Dilma será derrotada pelos brancos e nulos.
É que na hora do vamos ver, a Dilma tem o dobro do tempo dos adversários, juntos, no horário eleitoral.
O que só foi possível com a ajuda inestimável do PMDB que, se achasse que o Aécio tinha chance, não se pendurava no PT .
O PiG tem 14 dias para fazer o que não conseguiu em três anos e meio.
Se não der certo, terá sempre o terceiro turno, num plantão do Supremo.