terça-feira, 19 de agosto de 2014

A entrevista de Dilma na TV.

William Bonner e Patricia Poeta visivelmente afetados

A entrevista de Dilma no Jornal Nacional
Por *Walter Santos

Em quinze minutos, a essência da entrevista conduzida por William Bonner e Patricia Poeta foi de trazer ao debate os problemas éticos e de crises conjunturais na Saúde e Economia, pois não se teve espaço para outras avaliações, com o saldo aquém do esperado do conjunto do mini-debate , porquanto 15 minutos é tempo muito pouco para um candidato, no caso a presidenta Dilma Rousseff, cuidar de questões tão fundamentais para a vida de um País do tamanho do Brasil. Isto tudo, ainda precisando ser registrado, o clima desajustado em alguns momentos da entrevista. Certamente que a partir de agora, deste momento em diante, haverá quem considere o desempenho da Dilma Rousseff de forma diferenciada, prós e contra, mesmo assim dentro da tensão e clima claramente desconfortável entre eles, ela soube manter o status e o domínio conjuntural do que representa como candidata à reeleição.
No quesito escândalos muito enfatizado, por exemplo, a presidenta respondeu apontando mais estrutura e liberdade da Policia Federal, da mesma forma do Ministério Público e a criação da Controladoria Geral da União como ações efetivas que redundaram em procedimentos para combate à corrupção como, segundo ela, não havia antes do governo do PT, ou seja, no governo do PSDB sem citar os escândalos atuais sem cobertura proporcional da Grande Mídia.
No caso especifico da condenação de lideres do PT pelo Supremo Tribunal Federal, certamente que a sociedade gostaria de saber do juízo de valor pessoal de Dilma Rousseff, entretanto, com estatura e firmeza soube usar da prerrogativa de chefe de um Poder constituído, no caso o Executivo, para se abster de comentários possíveis até de criar uma crise institucional, caso tivesse embarcado na “casca de banana” colocada à prova.
Na Saúde, onde de fato os problemas ainda são muitos, diante da indagação sobre por que não resolver questão tão fundamental em 12 anos, restou-lhe conceituar o enfrentamento da crise no setor a partir da constatação de inexistência de médicos brasileiros atuando fora dos grandes centros porque se concentram nas Capitais e médias cidades, por isso defendeu o programa “Mais Médicos” como gerador de resultados nunca vistos. Mas, conceituou que o drama da Saúde precisa ser entendido como problema com responsabilidades partilhadas com os Estados e Municipios, mesmo assim se diz pronta para a nova etapa, se reeleita, de ampliar a estrutura de atendimento mais qualificado ao cidadão e cidadã.
Já na análise da Economia, diante da observação de Bonner de que a Inflação estava por um fio de explodir, Dilma Rousseff discordou da existência desse estágio e foi incisiva em dizer que seu Governo seqüenciando ao de Lula tem enfrentado a crise gerada em cenas e países externos com a decisão de não demitir, não reduzir salários e nem criar mecanismos de redução da renda das pessoas oferecendo à iniciativa privada redução de impostos e de desoneração da folha de pessoal como antídoto com resultados já que projetou a queda da inflação para o segundo semestre, diferentemente da projeção exposta pelo renomado jornalista.
Ao final, diante da forma e clima expostos pelos apresentadores com a candidata do PT não é demais intuir uma realidade de relacionamento fragilizado e de certo enfrentamento entre os que representam as duas partes na entrevista.
Em face da necessidade da sociedade conhecer mais e melhor o desempenho dos postulantes, tanto no caso da Presidenta quanto dos demais candidatos, é de se concluir que 15 minutos é tempo aquém do necessário.
Apesar dos humores diversos, o saldo é que Dilma deu conta do recado, mesmo que haja quem jamais admitirá sua performance em nível de aprovação, sobretudo quando se faz o filtro por preconceito pré- estabelecido. Seja como for, ela demonstrou estar segura e preparada.
PORTA 247 REGISTRA AGRESSÃO DE APRESENTADORES
O clima de mal - estar entre apresentadores e a presidenta Dilma Rousseff já ganhou as manchetes de portais nacionais, como o 247, que expôs com destaque:
"Foi inacreditável a ação eleitoral do Jornal Nacional contra a presidente Dilma Rousseff; William Bonner fez perguntas quilométricas; Patrícia Poeta chegou a fazer cara de nojo e a colocar o dedo em riste diante de Dilma em razão do "nada" que teria sido feito na área da saúde em 12 anos, ditos com ênfase pela apresentadora; Dilma mal teve a oportunidade de responder perguntas que eram acusações, como sua suposta incapacidade de se cercar de pessoas honestas e os números da economia; quando teve oportunidade falar, Dilma disse que seu governo "estruturou o combate à corrupção" e que "nenhum procurador foi chamado de engavetador-geral da República"; ela lembrou ainda o baixo desemprego e a inflação que se aproxima de zero nos últimos meses; não foi entrevista, foi agressão, fora de qualquer padrão civilizado de jornalismo; presidente conseguiu falar sobre o progama Mais Médicos e informar que a inflação está baixando, com zero de elevação em julho."
ÚLTIMA
"Esse jogo não vai ser um a um..."

*Walter Santos
O colunista Walter Santos acumula a condição de jornalista, multimidia e diretor executivo do Grupo WSCOM - empresa pioneira no jornalismo na WEB a partir da Paraiba e responsável pela Revista NORDESTE, mais importante publicação circulando nas 9 capitais da região, mais SP, Rio e Brasilia.

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