Ser covarde, é...

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terça-feira, 28 de outubro de 2014

KOTSCHO VÊ MÍDIA NO "FUNDO DO POÇO" APÓS DERROTA

Dilma= 51,6% a 48,4%.

KOTSCHO VÊ MÍDIA NO "FUNDO DO POÇO" APÓS DERROTA

Colunista Ricardo Kotscho diz que, ‘cegados pela intolerância, barões da imprensa ainda não se deram conta de que já nem elegem nem derrubam mais presidentes’; ele cita a tentativa de manipulação eleitoral com a publicação da capa-panfleto da revista "Veja" e defende que Dilma Rousseff apresente a criação de um marco regulatório das comunicações.
247 – O colunista Ricardo Kotscho critica a postura dos “barões da imprensa” e sugere que a presidente Dilma Rousseff apresente a criação de um marco regulatório das comunicações diante da última tentativa de manipulação eleitoral da Veja. Leia:
Mídia vai ao fundo do poço e sofre a 4ª derrota 2002, 2006, 2010, 2014.
Nas últimas quatro eleições presidenciais, a velha mídia familiar brasileira fez o diabo, vendeu a alma e foi ao fundo do poço para derrotar o PT de Lula e Dilma.
Perdeu todas.
Desta vez, perdeu também a compostura, a vergonha na cara e até o senso do ridículo.
Teve até herdeiro de jornalão paulista que deu uma de black bloc e foi sem máscara à passeata pró-Aécio em São Paulo, chamada de "Revolução da Cashmere" pela revista britânica "The Economist", carregando um cartaz com ofensas à Venezuela.
Antigamente, eles eram mais discretos, mas agora perderam a modéstia, assumiram o protagonismo.
Agora, não adianta rasgar as pregas das calças nem sapatear na avenida Faria Lima. "The game is over", como eles gostam de dizer em bom inglês.
Se bem que alguns já pregam o terceiro turno e pedem abertamente o impeachment da presidente reeleita Dilma Rousseff, que derrotou o candidato deles, o tucano Aécio Neves, por 51,6% a 48,4%. Endoidaram de vez. E não é para menos: ao final do segundo mandato de Dilma, o PT terá completado 16 anos no poder central, um recorde na nossa história republicana.
Só teremos nova eleição presidencial daqui a quatro anos. Até lá, terão que esperar no banco de reservas do poder os herdeiros dos barões de imprensa e seus sabujos amestrados, inconformados com o resultado das urnas, se é que vão sobreviver aos novos tempos da mídia democratizada.
Cegados pela intolerância, ainda não se deram conta de que já nem elegem nem derrubam mais presidentes. Alguns ficaram parados em 1932 ou 1964, por aí. Vivem ainda em tempos passados, dos quais o Brasil contemporâneo não tem saudades. Devo-lhes informar que o país mudou, e não é mais o mesmo dos currais midiáticos de meia dúzia de famílias, hoje abrigadas no Instituto Millenium.
Diante da gravidade dos acontecimentos nas últimas 48 horas que antecederam a votação, a partir da publicação da capa-panfleto da revista "Veja", a última "bala de prata" do arsenal de infâmias midiáticas para mudar o rumo das eleições, não dá agora para simplesmente fingir que nada houve, virar a página e tocar a bola pra frente, como se isso fosse algo natural na disputa política. Não é.
Caso convoque uma rede nacional de rádio e televisão para anunciar os rumos, as mudanças e as primeiras medidas do seu novo governo _ o que se tornou um imperativo, e deve ocorrer o mais rápido possível, para restaurar a normalidade democrática no país ameaçada pelos pittbulls da imprensa _ a presidente Dilma terá que tocar neste assunto, que ficou de fora do seu pronunciamento após a vitória de domingo: a criação de um marco regulatório das comunicações.
No seu brilhante artigo "Dilma 7 X 1 Mentira", publicado pela Folha nesta segunda-feira, o xará Ricardo Melo foi ao ponto:
"Além do combate implacável à corrupção e de uma reforma política, a tarefa de democratizar os meios de informação, sem dúvida, está na ordem do dia. Sem intenção de censurar ou calar a liberdade de opinião de quem quer que seja. Mas para dar a todos oportunidades iguais de falar o que se pensa. Resta saber qual caminho Dilma Rousseff vai trilhar".
A presidente reeleita, com a força do voto, não precisa esperar a nova posse no dia 1º de janeiro de 2015. Pode, desde já, demitir e nomear quem ela quiser, propor as reformas que o país reclama, desarmando os profetas do caos e acabando com este clima pesado que se abateu sobre o país nas últimas semanas de campanha.
Pode também, por exemplo, anunciar logo quem será seu novo ministro da Fazenda e, imediatamente, reabrir o diálogo com os empresários e investidores nacionais e estrangeiros, que jogaram tudo na vitória do candidato de oposição, especulando na Bolsa e no dólar, e precisam agora voltar à vida real, já que eles não têm o hábito de rasgar dinheiro. Queiram ou não, o Brasil continua sendo um imenso mercado potencial para quem bota fé no seu taco e acredita na vitória do trabalho contra a usura.
O povo, mais uma vez, provou que não é bobo.
Valeu a luta, Dilma. Valeu a força, Lula.
Vida que segue.

sábado, 25 de outubro de 2014

Dilma abre 6,9 pontos diz Vox Populi.

Presidente Dilma Rousseff aparece na frente nas três pesquisas que foram divulgadas nesta noite; no Ibope, sua vantagem é de seis pontos; no Datafolha, de quatro; no Vox Populi, de 6,9 pontos.
Ibope coloca a presidente Dilma Rousseff com 53% dos votos, contra 47% do senador Aécio Neves, oscilação ocorreu dentro da margem de erro; na pesquisa anterior, Dilma tinha 54% e Aécio 46%; na pesquisa Datafolha, ela tem tem 52%, contra 48% do senador Aécio Neves, o que configura empate técnico, no limite da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos; na Vox, os números são 53,4% a 46,5%; resultado da disputa presidencial mais emocionante de todos os tempos será conhecido neste domingo, às 20h.
O Instituto Vox Populi chega ser mais generoso, uma vez que ele coloca Dilma a 6,9 pontos na frente de Aécio. Vale lembrar, que foi o Vox Populi que primeiro detectou a subida de Dilma sobre o Aécio (Link aqui). Esta é a penúltima pesquisa do Instituto, uma vez que ele fará a pesquisa de boca de urna para a campanha da candidata a reeleição, Dilma do PT.

Ibope e DataFolha divulgam a última pesquisa do 2º turno.

Dilma tem 53%, e Aécio, 47% dos votos válidos, aponta Ibope.

Levantamento com 3.010 eleitores foi feito nos dias 24 e 25 de outubro. Margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Do G1, em São Paulo
Pesquisa Ibope divulgada neste sábado (25) aponta os seguintes percentuais de votos válidos no segundo turno da corrida para a Presidência da República:
- Dilma Rousseff (PT): 53%
- Aécio Neves (PSDB): 47%
Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.
A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S. Paulo".
No levantamento anterior do instituto, divulgado no dia 23, Dilma tinha 54% e Aécio, 46%.
Votos totais
Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa estimulada são:
- Dilma Rousseff (PT): 49%
- Aécio Neves (PSDB): 43%
- Branco/nulo: 5%
- Não sabe/não respondeu: 3%
O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 206 municípios nos dias 24 e 25 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01195/2014.
1º turno
No primeiro turno, Dilma teve 41,59% dos votos válidos e Aécio, 33,55% (veja os números completos da apuração no país).
DataFolha.
O DataFolha também divulgou pesquisa, só que com números modestos e ainda indicando empate técnico. Dilma 52% e Aécio 48%. Na pesquisa anterior feitas nos dias 22 e 23, os números eram 53% para Dilma e 47% para Aécio, portanto a Presidenta Dilma tinha uma vantagem de 6 pontos.
O que chamou atenção na pesquisa DataFolha, é a análise feita pelo diretor, que disse, que "a probalidade maior é que à frente".

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Dilma abre 8 pontos de vantagem e vai a 54% contra 46% de Aécio, aponta Ibope

Dilma abre 8 pontos de vantagem e vai a 54% contra 46% de Aécio, aponta Ibope


Por iG São Paulo
Com crescimento da petista, candidatos deixaram situação de empate técnico da pesquisa anterior; Aécio tem maior rejeição
Faltando três dias para o segundo turno, o Ibope divulgou na noite desta quinta-feira (23) nova pesquisa sobre a corrida presidencial. De acordo com o levantamento, a presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, tem 54% dos votos válidos contra 46% de Aécio Neves, presidenciável do PSDB.
Em votos totais, que levam em conta os eleitores ainda indecisos e votos em branco e nulos, a petista tem 49% e o tucano marca 41%.
Na pesquisa anterior, divulgada em 15 de setembro, os dois candidatos ainda apresentavam situação de empate técnico. Na ocasião, Aécio registrava 51% dos votos válidos contra 49% de Dilma. Nos votos totais, o tucano tinha 45% e Dilma, 43%.
Rejeição de Aécio é a mais alta
A pesquisa Ibope mostrou ainda Aécio como o candidato mais rejeitado. 42% dos eleitores não votariam nele de jeito nenhum. O percentual de Dilma é seis pontos percentuais menor, 36%.
Sob encomenda da Rede Globo e do jornal O Estado de S. Paulo, o Ibope ouviu 3.010 eleitores em 203 municípios entre os dias 20 e 22 de outubro.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Vox Populi indica Dilma à frente de Aécio, mas empate técnico persiste

Pesquisa do Instituto Vox Populi, encomendada pela TV Record, Record News e R7, divulgada nesta segunda-feira (20) indica que a presidente Dilma Rousseff (PT) permanece numericamente à frente do senador Aécio Neves (PSDB) na corrida à Presidência da República, mas o cenário ainda é de empate técnico entre os candidatos.
Dilma aparece com 46% das intenções de voto totais e Aécio registra 43% da preferência do eleitorado. Em relação à semana passada, os dois candidatos oscilaram dentro da margem de erro da pesquisa — de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
No último levantamento Vox Populi, Dilma registrou 45% e Aécio somou 44%. A pesquisa divulgada hoje aponta que brancos e nulos são 5%, e eleitores indecisos somam 5%.

Dilma tem 52% dos votos válidos. Aécio tem 48%, diz DataFolha.

Dilma abre quatro pontos na frente de Aécio Neves na pesquisa.
Presidenta tem 52% contra 48% do tucano, em votos válidos, no levantamento do Datafolha
por Redação — publicado 20/10/2014
Apesar de empate, candidato do PSDB está mais distante de Dilma.
No último Datafolha, divulgado na semana passada, a petista tinha 43% (agora possui 46%), enquanto que o tucano alcançava 45% (caiu para 43% nesta semana). Isso quer dizer que a presidente subiu três pontos percentuais e o ex-governador desidratou outros dois pontos.

Pesquisa CNT mostra empate técnico entre Dilma e Aécio, só que Dilma a frente 1 ponto.

Mais Pesquisas

sábado, 18 de outubro de 2014

Fraude eleitoral ou na pesquisa de boca de urna?

Denúncias
Gustavo Castañon: Fraude eleitoral ou na pesquisa de boca de urna?

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“Aquela-cujo-nome-não-deve-ser-dito”: Fraude eleitoral
por Gustavo Castañon, especial para o Viomundo
Podemos ter assistido dia 05 a mais ousada e maciça fraude da história das eleições majoritárias brasileiras. Não tema os cínicos. Fale em voz alta. Isso não é uma estória de Harry Potter como a mídia quer fazer parecer. O nome do vilão não é Voldemort. Não, não é Sarney, Maluf, Bolsonaro, nem mesmo Eduardo Cunha. O nome do vilão é ‘urna eletrônica brasileira’, a única do mundo que é totalmente invulnerável à fiscalização.
Em 2010, previ em artigo que o segundo turno traria, como tem sido tradicional desde 1998, um resultado negativo para a esquerda no limite da margem de erro da pesquisa de boca de urna do Ibope e positivo para a direita no mesmo limite, ou seja, dois por cento.
Foi o que aconteceu. Desta vez, no entanto, errei. Previ o mesmo limite no desvio do resultado, mas o que aconteceu agora foi selvagem. O resultado de Aécio foi muito além da margem de erro do Ibope, 3,5% além do previsto, e o de Dilma aquém, 2,5%.
Isso sem contar com o fato de que os levantamentos dos trackings e as próprias pesquisas Ibope e Datafolha de um dia anterior indicavam Aécio empatado com Marina… No dia seguinte, 12 pontos de diferença… O que uma noite não faz, não é mesmo? A questão é: faz o que, e aonde?
Mas vamos nos ater à boca de urna, porque a análise de seus números prova friamente que há fraude, em algum lugar. Quando falamos que uma pesquisa tem confiabilidade de 99% e margem de erro de 2% (o que foi o caso da boca de urna do Ibope), isso significa que o estado real das opiniões tem 99% de chances de estar no intervalo entre 2% a menos e 2% a mais que a previsão.
Em outras palavras, Aécio tinha 99% de chances de estar entre 28% e 32% dos votos. As chances dele ter mais que 32% eram de 0.5% (de ter menos idem). Ele teve 33,5%. 1,5% além da margem de erro. E pior do que isso: o outro “erro” foi justamente sobre os índices de Dilma. Ela teve 0,5% além da margem de erro. Pra menos. A chance de isso acontecer ao acaso? Grosseiramente, é bem menor do que 0,005 x 0,005: em outras palavras, menor do que 0.000025.
Isso é particularmente grave se considerarmos as características da pesquisa de boca de urna, e dessa em particular.
A boca de urna não sofre influência das abstenções, nem de mudanças de opinião posteriores, pois pergunta somente em quem a pessoa acabou de votar. E essa pesquisa entrevistou simplesmente 64.200 eleitores de todas as regiões do país.
Como a matéria do Estado de Minas (jornal que apóia Aécio) lembra muito bem, apesar de o Ibope ter “prudentemente” declarado uma margem de erro de 2%, uma amostra desse tamanho em relação ao eleitorado brasileiro tem, na verdade, margem de erro de somente 0,5%. O que aconteceu, é realmente incrível. E nem estamos aqui calculando a probabilidade desse desvio em relação à distância do resultado da margem de erro: quanto mais distante, mais exponencialmente irrelevante a possibilidade da ocorrência ao acaso.
Mais uma vez, saíram artigos na imprensa, como o artigo acima citado, falando da falência dos institutos de pesquisa, como acontece desde 82 com o caso Proconsult. O que convenhamos está além do patético. O PSDB, como faz desde 1998, declara que a verdadeira pesquisa é a das urnas, como se o Ibope e o Datafolha trabalhassem contra ele. Acreditar nisso, está além do ridículo. E a esquerda, como faz desde que perdeu Brizola, se cala. O que está além da covardia. Na verdade, imaginem: com a quantidade de processos que qualquer candidato sai de uma eleição, quem denunciará o TSE?
Vamos recapitular os últimos anos dessa curiosa impossibilidade estatística. Notem que a diferença na “margem de erro” sempre sai do PT para o adversário.
fraude
Se nós estamos falando de algo que tem 0,0025% de chances de acontecer ao acaso somente nessa eleição, imagine a probabilidade de isso ter acontecido ao acaso junto com os “erros” acima da margem de erro de 2010 (menos 4% pra Dilma) e de 2006 (mais 3,6 para o Alckmin). Acho que não é necessário mais fazer contas, não?
Mas se você acha tudo isso incrível, ainda não se apercebeu dos maiores absurdos dessas eleições.
Resultados virtualmente impossíveis aconteceram em todo país. A avalanche absurda de 40,4% dos votos em Sartori no Rio Grande do Sul, por exemplo, quando o resultado previsto na boca de urna era de 29%. É isso mesmo. A boca de urna (de 99% de confiabilidade) dava Genro (PT) 35%, Sartori (PMDB) 29%, Amélia (PP) 26%. As urnas deram Sartori 40,4%, Genro 32,5% e Amélia 21,7%. Não existem espaços nessa linha para os zeros que teríamos que escrever para expressar a probabilidade disto ter ocorrido ao acaso.
Olívio Dutra, também no RS, perdeu absurdamente a vaga no senado, depois de a boca de urna ter indicado sua vitória por 6% de diferença.
No Rio, nada menos que 8% dos votos parecem ter sido transferidos de Garotinho para Pezão e Crivella, materializando uma impossível (para quem conhece a política do Rio de Janeiro) ausência de Garotinho no segundo turno. Garotinho saiu da boca de urna com 28% e das urnas eletrônicas com 19,75% (será que todo político que enfrenta a Globo no Rio é alvo de fraude como foi Brizola?). Pezão teve mais 6% e Crivella mais de 2%, todos acima da margem de erro. No caso de Pezão e Garotinho, impossivelmente além da margem de erro. Em Minas Gerais, a vantagem que o Ibope registrou na boca de urna para Pimentel (PT) sobre Pimenta da Veiga (PSDB) se transformou de 53 a 37 para 53 a 42. E assim, a nave foi por todo país.
Há muito, muito mais barbaridades localizadas nessas eleições, e eu só estou considerando aqui aquelas que a boca de urna revelou. Mas a avalanche de Aécio em SP em 24 horas, a perda do PT no ABC, a derrota acachapante de Marina para Aécio em 48 horas, tudo isso é parte do terreno da literatura fantástica. Curiosamente, de todas essas surpresas, só uma a favor do PT: a de Rui em Salvador. A exceção que confirma (mascara) a regra? E se isso ocorreu na majoritária, porque será que temos o congresso eleito mais fisiológico de todos os tempos?
Pra mim, e pra muitos brasileiros, há algo errado com as urnas eletrônicas, não com as pesquisas de boca de urna.
No mínimo, esse erro é o STF bloquear a impressão de voto, usada em todo lugar do mundo onde se usam essas urnas, já aprovada no congresso e sancionada pela presidente. Ou em o TSE se negar a levar as urnas brasileiras, que são as mais inseguras do mundo, duas gerações à frente, como as fantásticas urnas argentinas.
Como negar ao brasileiro o direito de recontar seus votos? Isso é um crime em si mesmo contra qualquer processo democrático, e, sozinho, deveria provocar a indignação de qualquer cidadão. O sistema eleitoral brasileiro é um ultraje, rejeitado o mundo inteiro, até pelo Paraguai.
O estado das coisas se torna mais chocante com a quantidade de denúncias de fraude abafadas pela imprensa e o fato de o TSE ter terceirizado a operação das urnas nesta eleição de 2014 para empresas privadas. No fim de 2012, um hacker, em audiência pública, com a presença de deputados e vereadores, simplesmente confessou, com riqueza de detalhes, como ajudou a fraudar as eleições de 2010 no Rio de Janeiro. Incrivelmente, sua denúncia não foi apurada, a imprensa não publicou nada, a polícia não o prendeu e o TSE não se manifestou.
Ninguém aqui nega a reação conservadora nem o crescimento do sentimento anti-PT na sociedade. Mas para além disso, a maioria dos que acompanham as eleições cuidadosamente, tem algum nível de dúvida sobre seu resultado. Você pode dar de ombros e dizer que essa é uma teoria da conspiração, choro eleitoral, fanatismo, que Aécio subiu em 72 horas 14,5% sem nenhum fato novo, ou 24% em São Paulo em 24 horas (1% por hora!) porque as pessoas acordaram diferente, que Sartori ganhou 14 pontos em 24 horas no RS pelo mesmo motivo e assim por diante.
Eu só advirto que só restam duas possibilidades na mesa: ou o Ibope fraudou as pesquisas de boca de urna sem qualquer objetivo eleitoral e arruinou voluntariamente sua reputação, ou o Brasil viveu sua maior e mais escandalosa fraude até hoje. Escolha que teoria da conspiração lhe parece mais racional, porque, é só o que tem pra hoje. O acaso e o erro, estatisticamente, não são alternativa. Na verdade, não há qualquer terceira alternativa.

Gustavo Castañon é Doutor em Psicologia e Professor da Universidade Federal de Juiz de Fora.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Com margem de erro e tudo, Datafolha favorece Dilma

Do Blog da Cidadania.

#Dilma13MaisNordeste.


Pesquisa Datafolha recém-divulgada (15/10) é uma verdadeira bomba. Aécio Neves aparece com 45% das intenções de voto e Dilma Rousseff, com 43%, ambos com perda de um ponto em relação à pesquisa da semana passada.
Entre muitas outras coisas, a pesquisa mostra que apoios de Marina Silva e do PSB a Aécio Neves e denúncias contra a Petrobrás não surtiram efeito em favor do tucano, como era esperado.
Outro fato mostrado pelo Datafolha é o de que as três pesquisas Tabajara publicadas na semana passada (Paraná, Veritas e Sensus) estão criminosamente erradas, o que deve motivar pedidos de investigação.
Mais ainda, o Datafolha mostra a rejeição de Aécio subindo bem fora da margem de erro (de 34% para 38%) e a de Dilma caindo dentro da margem de erro (43% para 42%).
Mais um fato positivo para Dilma: o Datafolha confirma o Vox Populi – a diferença do instituto paulista para o mineiro ficou literalmente dentro da margem de erro.
Outros dados dão conta de que o Datafolha pode ter optado por usar a margem de erro em favor de Aécio. Fonte da campanha de Dilma afirma que ela está subindo e já abriu vantagem sobre Aécio fora da margem de erro.
Essa é talvez a última ou a penúltima pesquisa que esse instituto poderá usar a margem de erro a seu favor, a menos que os dois candidatos estejam separados por votos dentro dessa margem.
A partir da semana que vem, ficará extremamente perigoso para a mídia e os seus institutos de pesquisa usarem margem de erro, a menos que seja verdade. A proximidade das eleições podem gerar uma imensa desmoralização a quem der uma de esperto.
Dilma pode respirar aliviada. Tudo que foi feito contra si ao longo dos últimos dias, deu em nada. Agora, é disputar um pequeno contingente de corações e mentes que já demonstrou que não está se deixando sensibilizar tão fácil.
Debate na Band.
Mas, talvez, o melhor seja que a pesquisa não captou plenamente o desempenho de Dilma no debate da Band, considerado melhor que o de Aécio por grande variedade de analistas e pela Bolsa, que já se sabe por que despencou.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Abundam as pesquisas picaretas.

Auditor diz que pesquisa Istoé/Sensus foi fraudada

Divulgada com estardalhaço e com ares de que o segundo turno já acabou e dará vitória a Aécio Neves, a pesquisa IstoÉ/Sensus foi considerada uma fraude pelo auditor do Tribunal de Contas do Estado, Eder Carvalho. Segundo ele, a manipulação ocorre quando aumentou o peso ponderado de eleitores da faixa etária de 16/17 anos em quatro vezes além do padrão correto. O Objetivo, claro, é alavancar uma candidatura em detrimento de outra. Saiba mais.
Os números surpreenderam por várias razões. Mas a principal delas é que Dilma aparece com uma projeção de votos inferior ao que recebeu no primeiro turno - o que, por si só, seria um contrassenso.
Leia o texto de Eder Carvalho publicado pelo site Viomundo
por Eder Carvalho, técnico de Auditoria do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco.
#PESQUISA FRAUDULENTA SENSUS/ISTOÉ
O Instituto manipulou a tabulação dos eleitores por faixa etária, diferente da utilizada pelo TSE, o que impede a verificação de alguns perfis.
Aumentaram o peso dos eleitores de mais de 16/17 anos em 4 vezes (de 1,15% para 4,8%) e dos eleitores de 18 a 24 anos em 2 p.p.
Faixas em que Marina tinha vantagem e que teoricamente vão mais para Aécio.
Além disso, adotaram uma tabulação do número de eleitores por faixa etária totalmente diferente da que está no TSE, impedindo a conferência nas outras faixas acima de 24 anos.
Esses caras são capazes de tudo!
INSTITUTO SENSUS:
Plano amostral e ponderação quanto a sexo, idade, grau de instrução e nível econômico do entrevistado, margem de erro e nível de confiança: a)
Ponderação sexo, idade, instrução, nível econômico. Sexo: 48,3% Masculino; 51,7% Feminino.
Idade:
4,8% de 16 a 17 anos
16,9% de 18 a 24 anos
12,1% de 25 a 29 anos
21,0% de 30 a 39 anos
17,6% de 40 a 49 anos
27,6% 50 anos ou mais
Instrução
28,2% até 4a Série do Ensino Fundamental
22,8% the 5a a 8a Série do Ensino Fundamental
33,0% the 1a a 3a Série do Ensino Médio
16,0% Superior completo ou incompleto
Nível Econômico:
22,7% até 01 SM
56,0% Mais de 01 até 05 SM
13,6% Mais 05 até 10 SM
5,3% Mais de 10 até 20 SM
2,3% Acima 20 SM
b) Intervalo de Confiança = 95%, Margem de Erro = ± 2,2%
TSE BRASIL
Faixa Etária Qt %
16 anos 479996 0,337
17 anos 1158473 0,813
18 a 20 anos 8791241 6,171
21 a 24 anos 12583519 8,833
25 a 34 anos 33183566 23,292
35 a 44 anos 28312984 19,873
45 a 59 anos 33684835 23,644
60 a 69 anos 13449439 9,44
70 a 79 anos 7016054 4,925
TOTAL 142467862 100,00
PS do Viomundo: Nesta campanha a IstoÉ tornou-se um panfleto nas bancas. O objetivo da campanha de Aécio é criar o "fato consumado". Além de pesquisas "amigas", parece contar com sites comprometidos a propagar os resultados na blogosfera e nas redes sociais. Quem te viu, quem te vê.
Fernando Brito, do blog Tijolaço, divulgou que a próxima pesquisa será encerrada e divulgada antes do período acordado com o TSE:
Pesquisa deve ser encerrado dia 17, mas será divulgada dois dias antes, dia 15.(VIDÊNCIA??)
A Sensus é tão "exata" que, na próxima pesquisa, fará uma proeza.
Irá divulgar o resultado antes de encerrar a pesquisa de campo. O documento enviado ao TSE diz que a pesquisa será realizada entre os dias 14 e 17 de outubro.
Mas será divulgada antes, no dia 15.
Provavelmente porque o instituto contratou um vidente para saber os resultados antes destes serem entregues.
Ou então o estagiário que registrou a pesquisa, no sistema do TSE, tenha sido o mesmo que tabulou os resultados da última sondagem, que dava Aécio como "já eleito".

sábado, 11 de outubro de 2014

O “estarrecimento” hipócrita de Aécio

Por: Paulo Nogueira
Do Site Diário do Centro do Mundo
Duelo de estarrecimentos

Dilma e Aécio se disseram hoje estarrecidos.


Dilma por ver vazarem sem provas, num momento crucial da disputa pela presidência, depoimentos que incriminam o PT no caso Petrobras.
Aécio, num jogo de palavras em resposta a Dilma, pelo teor dos depoimentos.
Aécio foi espirituoso, é verdade – mas o que ele disse simplesmente não faz sentido.
Pelo seguinte: onde estão as provas? Quem garante que os depoimentos são verdadeiros?
Mais ainda: por que agora, às vésperas do turno final? Repare: já se incorporou ao calendário político nacional uma denúncia espetacular contra o PT quando os brasileiros se preparam para ir às urnas.
Por que não antes? Por que não depois? Por que – sempre – na hora do voto?
A lista das perguntas poderia esticar-se. Por que nunca alguma denúncia contra o PSDB recebe destaque, apenas para variar? Por que a mídia mal cobriu o escândalo do Metrô de SP, ou o aeroporto de Aécio, para não falar da compra de votos no Congresso para a reeleição de FHC?
Aécio se estarrece sempre que lê alguma denúncia, ou isso só acontece quando seus adversários são atingidos?
Ela ficou estarrecido com a conta de alguns milhões de dólares de um cacique tucano bloqueada na Suíça por ter sido gerada por propinas na construção do Metrô de São Paulo?
Ficou estarrecido com o fato de o cacique em questão pertencer, desde os tempos de Covas, ao Tribunal de Contas de São Paulo, órgão fiscalizador das contas do governo paulista?
Ficou estarrecido com a permanência desse cacique no cargo mesmo depois do bloqueio de sua conta feito pelas autoridades suíças?
Claro que o aeroporto de Claudio não haveria de estarrecê-lo. Estarreceu-o, isso sim, Luciana Genro ter trazido o assunto a um debate presidencial.
O pecado nada é, segundo essa maneira de ver as coisas. O problema é a publicação do pecado, como notou Machado de Assis.
É muito cinismo e muita hipocrisia para um candidato só. Aécio deve ter os brasileiros na conta de idiotas, se acha que eles vão acreditar em seus estarrecimentos seletivos.
Dilma, ao comentar os vazamentos do caso Petrobras, disse uma coisa que merece ampla reflexão da sociedade.
A impunidade, afirmou ela, começa quando as acusações não são sustentadas por provas.
Perfeito.
Numa sociedade avançada, você só pode publicar acusações se puder comprová-las.
Antes disso, não. A sociedade tem que estar protegida, a não ser que o entendimento seja o de que você é culpado até prova em contrário.
Ainda assim, é uma lógica perversa que deve valer para todos. FHC, por exemplo, teria que provar que é inocente da acusação de compra de votos no Congresso.
Todo mundo topa?
Vivemos uma aberração na mídia e na política, um valetudo cujo único interesse é a manutenção das mamatas e privilégios daquela turma de sempre.
Vou ser didático.
Imagine que o irmão de Obama diz a você, editor, que ele tem uma conta milionária num paraíso fiscal e que, na juventude, costumava colocar em si mesmo supositórios de cocaína.
Você publica e, quando instado a provar, diz que quem falou foi o irmão de Obama? Você triunfalmente, passa às autoridades uma fita com as “revelações” do irmão de Obama e acha que está tudo resolvido?
Experimente fazer isso nos Estados Unidos. Você não apenas vai para a cadeia como terá que pagar uma multa milionária – a não ser que tenha provas.
No Brasil, você sai ileso, e até aclamado por amigos de destaque na mídia, em nome da “liberdade de expressão”.
Você destrói irresponsavelmente reputações, ou até vidas, e é condecorado.
É uma situação que só é boa para a mídia e seus amigos – numa palavra, a plutocracia.
A pergunta doída para o PT é por que, em doze anos, nem Lula e nem Dilma enfrentaram essa tragédia nacional.
Medo, pânico, falta de visão?
O lado irônico de tudo é que nestes doze anos o PT financiou a mídia que tenta tirá-lo do poder na marra.
Sem os 600 milhões de reais anuais de propaganda federal a Globo seria, forçosamente, muito menor do que é – sem sequer a necessidade de regulamentar a mídia para evitar monopólios e oligopólios.
Não haveria como sustentar Jabores, Mervais, Noblats, Kamels e tantas outras figuras abertamente dedicadas a minar Lula e, agora, Dilma.
Bastaria decidir que propaganda oficial é só para assuntos de interesse público, como temporadas de vacinação e coisas do gênero.
Quer mais um pouco para moralizar o quadro e cortar as garras dos agressores? Bastaria impedir que empresas de mídia pudessem vender livros para o governo, outra atividade que ao longo dos tempos tem carregado torrencialmente dinheiro públicos para mãos privadas.
Nada disso foi feito.
Agora, a falta de ação cobra seu preço – e a única coisa que resta ao PT é expor uma deformação que caberia a ele erradicar no poder, e torcer para que os eleitores não caiam no velho truque que no passado tragou Getúlio e Jango
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.