quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Lula: Estou tranquilo com a antecipação do processo

Lula: Estou tranquilo com a antecipação do processo

O ex-presidente Lula esteve na cidade de Brasília nesta quarta-feira (13), para um grande encontro com a militância petista e a população do Distrito Federal. Em sua fala, o ex-presidente defendeu que a militância do PT sofreu muito na capital do país, mas tem que caminhar de cabeça erguida.

“Aqui no Brasil passaram a usar a camisa amarela simbolizando que eram brasileiros e nós não, mas eles vão em Miami gastar dinheiro e quando vêm protestar colocam camisa amarela. Nós não temos duas caras, protestamos de camisa vermelha, trabalhamos de camisa vermelha e somos mais brasileiros que eles porque quem trabalha nesse país somos nós”, afirmou o ex-presidente.

Durante o evento, Lula e o PT-DF receberam os novos filiados ao Partido dos Trabalhadores. Somente após o VI Congresso, ocorrido em maio desse ano, o PT recebeu cerca de 700 novas filiações, sendo mais de 200 de setembro a dezembro, o que evidencia o momento de vigor vivido pelo partido. Também esteve presente a presidenta do PT e senadora Gleisi Hoffmann, a presidenta do PT-DF e deputada Erika Kokay, o senador Lindbergh Farias, o deputado distrital Ricardo Vale, entre outros.

Lula criticou a perseguição que tem sofrido por parte da mídia e do judiciário. “Eles agora estão tentando criar a ideia de que a cada discurso que faço é uma antecipação de campanha. Eles querem abrir um processo contra mim dizendo que estarei proibido de concorrer porque fiz antecipação de campanha”.

“É verdade que tenho feito muitos discursos, tenho feito caravanas, mas quem tem feito antecipação de campanha são aos meios de comunicação liderados pela Globo, que há três anos falam mal de mim todo santo dia e tentam empurrar ao povo brasileiro que cometi algum crime e não estou apto a concorrer à presidência”.

“Não quero ser candidato para me proteger. Quero provar minha inocência para ser candidato”, afirmou Lula. “Tenho desafiado Moro, o Ministério Público, a Polícia Federal. O dia que mostrarem um crime que cometi, venho à praça pública pedir desculpas ao povo brasileiro. Mas se eles não provarem, eles tem que vir pedir desculpas”.

O ex-presidente garantiu estar tranquilo com a antecipação do processo no qual é acusado injustamente. “Eu estou tranquilo até com a antecipação do processo, porque passei a vida toda falando que a justiça é morosa. Só espero que os juízes que vão me julgar leiam o processo, leiam a peça de defesa e de acusação. Se tem uma pessoa nesse país que não precisava sequer de advogado de defesa, sou eu”.

Lula ainda destacou que nenhum presidente beneficiou o setor do funcionalismo público como ele e falou que espera acordar o povo com as viagens pelo país. “Acho que esse golpe aconteceu porque inventaram uma doença chamada pedalada, chamada PT, chamada Dilma Rousseff, então deram uma anestesia na gente, dizendo que a gente iria melhorar depois da operação. Tiraram a Dilma e acordamos depois dessa operação vendo que eles não queriam recuperar o Brasil, mas acabar com a CLT e com os direitos do povo”.

Para o ex-presidente é preciso preservar os postos de trabalho no país. “Tenho respeito pelas instituições, defendo o Ministério Público, defendo a Polícia Federal, quero que ladrão vá preso, o que eu não quero é que o trabalhador seja vítima do que estão fazendo no Brasil, quebrando a Petrobras, a industria naval, a construção civil, enquanto está cheio de malandro que fez a delação premiada vivendo cheio de dinheiro e o povo desempregado”.

“Se não sabem consertar esse país, eu sei. Se não sabem cuidar do povo brasileiro, eu sei. Só vamos consertar esse país quando voltarmos a colocar o povo mais humilde participando na economia”.

Gleisi Hoffmann aproveitou o ato para dizer que “eleição sem Lula é fraude, julgamento sem prova é fraude”. Segundo a presidenta do PT, “estamos na terceira fase do golpe nesse país. A primeira foi a retirada da Dilma, a segunda a retirada de direitos e a terceira a retirada de Lula da possibilidade de ser presidente do brasil”.

“Esse julgamento antecipado que foi marcado no TRF, ele não podia ter sido marcado na frente de outros, não podia ter sido antecipado. Um relator levou 36 dias para fazer o relatório do Lula, quando o normal para fazer um relatório era 60 dias. A Justiça tem que ser igual para todos, portando, condenar Lula sem provas, é um golpe contra a democracia e o povo brasileiro”.

“Temos que ficar de pé para defender Lula, porque defender Lula é defender a Democracia. Lula não é mais o candidato do PT, é o candidato do povo brasileiro. É obrigação do PT e dos movimentos sociais defender essa candidatura. Não tem crime para julgar o presidente Lula, mas tudo bem, dia 24 estaremos todos na frente do TRF. Vamos mostrar que esse país tem esperança, tem confiança e é grande o suficiente para reconduzir Lula à presidência do Brasil”.

A deputada Erika Kokay (PT-DF) afirmou que “o Brasil está sequestrado nesse momento, está em um balcão, entregue no grande balcão internacional. Querem vender a Eletrobras ao valor de 2% de seus ativos. Querem que voltemos para a senzala, mas falamos que quem tem que estar aprisionado é Michel Temer”.

“Estabeleceram um profundo processo de corrupção hemorrágica. O Brasil não cabe dentro de uma mala. O Brasil é muito maior do que querem fazer com essa nação. Defender Luis Lula é defender a democracia, é defender a liberdade, e é dizer: tirem as mãos do povo brasileiro”.

Lindbergh Farias também esteve presente com apoio ao ex-presidente Lula. “Eu confesso que dormi e acordei indignado, mas com disposição de luta, indignado porque estão destruindo o Brasil, entregando o pré-sal. O Brasil está voltando ao mapa da fome. Indignado com esse sistema judiciário seletivo. Acompanhei esse processo todo, já fizeram uma condenação sem absolutamente nenhuma prova. Esse Sérgio Moro não passa de um covarde manipulado pela Rede Globo”.

“Falo aos irmão Marinho, botem a mão na consciência, vejam o tamanho da irresponsabilidade que foi feita no Brasil depois do golpe. Arranjem um candidato e venham disputar com Lula nas urnas. Já foram irresponsáveis demais. Se quiserem jogar o país na lama, saibam que estamos pronto para a guerra, não vamos aceitar eleição sem Lula. Se esperam esquerda calminha, bem comportada, eles quebram a cara”, completou o senador.


Da redação da Agência PT de notícias

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

"Nunca pensei que a imagem do PT fosse reconstituída de maneira tão rápida
Por Gustavo Conde.

"Nunca pensei que a imagem do PT fosse reconstituída de maneira tão rápida. É impressionante. O golpe fez um favor sensacional à esquerda (só os esquerdistas fajutos acham que não; porque esquerdista, meu caro, pensa sempre na vitória, não na derrota).

Depois de 16 anos no poder, se o PT saísse "democraticamente" como só acontece nas boas democracias, em 2018, ele sairia desestruturado simbolicamente. Seria muito difícil recompor quadros e projetos, ainda mais com um país modificado (para melhor).

Provavelmente, o PT dividir-se-ia, não em dois, mas em vários partidos, em vários projetos distintos. Mas, não. Interromperam esse processo natural da história. Fizeram um favor ao PT velho de guerra (o que, sinceramente, não sei se é bom; só sei que é fato).

O PT voltou a ser o partido do povo. Não que ele tivesse deixado de ser. A "imagem" dele deixou de ser, uma vez que foram 13 anos de imprensa ultraconservadora martelando e o próprio desdobramento natural que se dá quando um partido cria raízes no governo. Essa ruptura institucional drástica já impregnou o inconsciente da população brasileira como injustiça e como golpe.

Nem falo da percepção prospectada nas pesquisas. Não confio muito em pesquisas. Falo da percepção real, no dia a dia. De uns tempos para cá, nas padarias, nos postos de gasolina, nas feiras, em qualquer lugar que atenda pelo nome de "popular", as pessoas manifestam seu horror ao que aí está como cenário político e dizem comovidas "como era melhor antes".

Eu converso com as pessoas, adoro. Aprendo muito mais do que lendo a Folha (que leio porque tenho fetiche e para preparar aulas de redação usando seus textos como exemplos negativos). Enfim, a canoa virou e agora falta combinar com os russos. A sensação é muito boa. É bom ver que o PT, esse partido que dominou todos os corações durante tanto tempo, que representou um jeito diferente de lidar com o poder público, com a própria eleição, com a própria democracia, voltou a ser o partido do povo, o partido que materializa todas as demandas da maioria da população. Mais um pouco e "ser petista" voltará a ser moda, como nos anos 80. Aliás, é daí que vem toda essa "frustração difusa" da classe média com o PT. Eles embarcaram nos anos 80 por puro modismo: era chique ser petista. Aquela adesão, portanto, foi completamente vazia. Era um bando de tucanos enrustidos - perdão - que queriam parecer inteligentes.

Data vênia, podem vender a Petrobrás, a Caixa Econômica, o Banco do Brasil, as Eletrobrás, Itaipu, o raio que os parta. A gente reconstrói tudo de novo e melhor.

É bom lembrar um dos significados de se entender como uma pessoa de "esquerda": uma pessoa de esquerda tem esperança e não lida com a frustração fruto de incompetência e preguiça intelectual. A esquerda FAZ. Elabora, projeta, reage, luta, dá as caras, cria, faz arte, canta, comemora, celebra, transa. Nunca é demais lembrar de tudo isso."

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

A um ausente

A UM AUSENTE
Cralos Drumond de Andrade

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.


Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?


Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.


Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.

Homenagem a um ausente, meu pai.

TACLA DURAN EXIBIU O QUE ESCONDEM

TACLA DURAN EXIBIU O QUE ESCONDEM

Por Alfredo Herkenhoff*

Foram mexer com Dom Rodrigo Tacla Duran achando que ele fosse do bando da Odebrecht, ou somente mais um doleiro amigo de qualquer delação que o livrasse da preventiva. E o cara é mais espanhol do que brasileiro. O cara é expert em direito internacional. E deu um nó na Lava Jato. Pegou na jugular da Organização criminosa.

Tacla não acusou Moro, que mesmo assim não gostou do que leu e cometeu um erro grave ao interromper um fim de semana no mês de agosto para responder à Folha de S Paulo horas depois que o jornal publicou a matéria de Monica Bergamo dizendo que existia um tal Tacla Duran. Informou a jornalista que este advogado estava escrevendo um livro sobre a Lava Jato e que dizia ter provas de que se trata de uma indústria de delação criminosa.

Moro e o federal Carlos Lima negaram prontamente a denúncia pública de que um certo advogado Zuccoloto, padrinho de casamento de Moro e Rosângela, e procuradores da Lava Jato tivessem oferecido um acordo de delação, envolvendo punição caseira, zero preventiva e honorários caríssimos para aliviar Tacla num esquema costurado adrede para o juiz mais poderoso do golpismo.

Tacla interrompeu as negociações. E quando Moro mandou prender o Tacla, o advogado já estava em Madrid. Moro pediu extradição. E a justiça espanhola, prudentemente, prendeu Tacla, examinou a sua defesa e o soltou depois de uns 100 dias de cana em Madri. Negou a extradição e pediu ao Brasil que, dentro dos acordos internacionais, enviasse as provas contra o acusado espanhol para que fosse processado em Madri. Moro náo mandou. E Tacla Duran explicou hoje na CPI por que o Lava Jato não enviou as provas solicitadas pela Justiça da Espanha.

Tacla desmentiu Moro e Carlos Lima e exibiu mensagens de Zuccolato e de procuradores com papel timbrado do MPF formulando as condições de uma delação à la carte. Tacla não aceitou porque o acordo incluia crimes que ele não cometeu e acusações contra alvos que não vinham ao caso. E mais, Tacla em Madri enviou provas à CPI da JBS, apelidada de CPI do Moro. E mais, as provas que Tacla enviou foram periciadas judicialmente na Espanha com todos os rigores de um judiciário e uma Fiscalia técnica (procuradoria) não politizados.

Tacla disse que o Lava Jato nao envia as provas contra ele para que seja julgado em Madri porque os procuradores e Moro nao podem enviar. Seriam desmoralizados. Na busca e apreensão em sua casa e escritório em Sampa, no ano passado. Tacla viu os federais levarem tudo, incluindo as declarações de renda com tudo que recebeu da Odebrecht e de outra empreiteira. Pagou imposto por tudo o que recebeu. Declarou tudo que ganhou no Brasil e no exterior. E nas declarações de I.R que os federais pegaram está lá também a prova de que Tacla Duran pagou dinheiro a advogados de Curitiba, milhões ao Dr. Arns, e pagou também ao advogado Carlos Zucolloto, e mais, pagou também à mulher de Moro, Rosângela Moro, que era sócia do Zucoloto. Ou seja, Tacla, que nao acusa Moro de nada, mostra provas de que Moro, se enviasse as provas produzidas contra Tacla (e na Espanha delações não valem) o juiz seria declarado como impedido espetacularmente porque está cercado de amigos e outros suspeitos da Força Tarefa e ainda vive com uma advogada que está na declação de IR do seu foragido mais odiado.

Moro já deve estar com mais raiva de Rodrigo Tacla Duran do que de Lula.

Se toda a ação penal envolvendo a Petrobras fosse parar no Supremo, procuradores seriam presos por formação de petrolão, ou esquemão dos honorários.

A desventura de marajás que assaltaram o sistema de justiça e implantaram a tortura por conjectura está chegando ao fim. A Lava Jato está implodindo a exemplo do golpe.

Janot pediu a prisão do procurador amigo Pedro Miller. O STF negou, Janot, na saideira, nem recorreu. Neste momento, por exemplo, a grande mídia e o PSDB estão alardeando que os tucanos já desembarcaram do governo do vampiro. Conversa fiada. Continuam juntos destruindo tudo, da CLT à Petrobras.. Querem aprovar o fim da aposentadoria real na semana que vem. Como náufragos, buscam uma boia. Alguns já acham que pode ser o capitão Jair. Outros já sonham com Ciro Gomes. Alckmin é picolé de chuchu e derreteu.

Lula, ao centro, só faz crescer.

Dos 27 Estados, provavelmente os dois primeiros a se insurgir contra a Lava Jato, e contra o governo Temer, serão Santa Catarina e Alagoas.

Hoje no mundo só existe comunismo radical em dois lugares: na Coreia do Norte e na ponta das narinas de Aécio Neves. É pela política que o Brasil vai sair da crise e começar a discutir um caminho para um desenvolvimento econômico e social pujante. Os golpistas, uns oligarcas que vivem roubando os recursos públicos, insistem pra você odiar os políticos e a política, como se o Brasil fosse ser dominado para sempre por esses imbecis e pelos segmentos imbecilizados pelo telejornalismo de propaganda a favor da farsa da Lava Jato que enganou pessoas simples dizendo que ia extinguir a corrupção.

Alfredo Herkenhoff, é Jornalista formado na PUC-Rio em 76.

domingo, 3 de dezembro de 2017

Urgente: A CASA CAIU! MINISTRO DA JUSTIÇA VENEZUELANO PEDIRÁ PRISÃO DE SERGIO MORO

JUSTIÇA VENEZUELANA PODERÁ ACIONAR A INTERPOL POR CRIMES DE QUE LESAM A PÁTRIA VENEZUELANA.


O ministro Néstor Reverol afirmou que caso as acusações de Tacla Dúran se confirmem pedirá a prisão de Sergio Moro junto a Interpol ( polícia internacional) a justiça brasileira que trabalha em conjunto com a justiça venezuelana ambas são acusadas forjarem provas contra políticos venezuelanos na lava jato.

Com 31 países autores de pedidos de informações ou de adoção de medidas judiciais, a Operação Lava Jato é o caso que mais gerou interesse oficial de autoridades estrangeiras na história das investigações brasileiras.

A operação chamou a atenção no exterior, pois empreiteiras brasileiras, em especial a Odebrecht, usaram estruturas de geração e repasse de dinheiro ilícito com muitas empresas offshore e bancos de vários países, e porque contratos da Petrobras com fornecedoras estrangeiras estão sob investigação (segundo as acusações).

Além do Brasil, o acordo sinaliza o repasse de propinas a autoridades de Angola, da Argentina, da Colômbia, da República Dominicana, do Equador, da Guatemala, do México, de Moçambique, do Panamá, do Peru e da Venezuela.

Tais acusações mesmo que sem provas e com fundamentações desastrosas do achismo, encontrou na Venezuela uma elite tão conservadora quanto a brasileira e no mesmo modo operacional, tentaram sem sucesso derrubar o governo do presidente eleito democraticamente Nicolás Maduro, assim como no Brasil surgiu o MBL, no país vizinho surgiu o Rumbo Libertad, com propostas parecidas e o mesmo discurso mentiroso e falacioso. O Rumbo Libertad é apoiador da lava jato venezuelana, porém com as declarações de Tacla Dúran o governo venezuelano resolveu tomar uma postura diferente da postura do governo brasileiro, o de realmente investigar o que está por trás da lava jato.

Tacla Dúran afirma que diversas planilhas foram alteradas assim como os sistemas MyWebDay e Drousys foram violados pela força tarefa brasileira e que essas informações foram passadas de formas alteradas e violadas para as policias dos demais países. Em depoimento a CPMI da JBS, Dúran confirmou as acusações. Ao tomar conhecimento das acusações o presidente venezuelano Nicolás Maduro incumbiu ao ministério da justiça venezuelana que investigasse o caso e se comprovadas as acusações solicite a Interpol a prisão de Sergio Moro, dos procuradores venezuelanos e brasileiros por crime que lesa a pátria e soberania venezuelana, aos procuradores venezuelanos ainda poderão ser processados por crime de traição e insurgência a presidência da Venezuela.

A pena para esse crime na Venezuela é de até 35 anos de cadeia, na prática a Venezuela não pode prender Sergio Moro e os procuradores brasileiros em solo brasileiro, mas se o pedido for aceito tanto Sergio Moro como os procuradores brasileiros estarão impedidos de deixarem o país, caso ocorra poderão ser presos em qualquer país.

Fonte: TV Venezuela

Partes do texto tirado da folha de São Paulo.

Texto: Pedro Oliveira e Ana Karine Lima

Colaboração de Matias Olizares (Jornalista venezuelano)

Edição: Gabriel Hammer

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Lava Jato agoniza em Praça Pública.

Tacla Durán, o fim da página da mulher de Moro, a histeria de Dallagnol: a Lava Jato agoniza em praça pública.
Por Kiko Nogueira

Durán, como se sabe, não fez acordo de delação premiada. Através de teleconferência, mostrou cópias periciadas de conversas com Carlos Zucolotto, padrinho de casamento de Moro, no que parece uma tentativa de extorsão.

Zucolotto negociaria em nome de um tal “DD”, iniciais naturalmente associadas a Deltan Dallagnol — ou, como está circulando na internet, Duiz Dinácio.

Tacla Durán ainda citou a delação “à la carte” que lhe teria sido oferecida por Marcelo Miller. Ainda que virtualmente ignorada pela imprensa, sua participação na CPI inundou as redes sociais.

A série de reportagens do DCM com o GGN mostrou que a Lava Jato tornou-se uma indústria que está deixando muita gente rica — advogados, gente do Ministério Público, delatores –, enquanto o país empobrece.

Que tipo de combate aos corruptos é esse?

A ganância da tal “panela de Curitiba”, de que fala Durán, engoliu os motivos pretensamente “nobres” da operação que pretendia redimir o Brasil de 500 anos de corrupção.

Com tantos peixes graúdos na rede, ela foi instrumentalizada para ajudar a derrubar Dilma Rousseff e perseguir Lula obsessivamente.

Ao final, a desmoralização. A mídia deu uma força inestimável nesse sentido com os vazamentos sem critério e a canonização de picaretas como o Japonês da Federal. Foi o abraço do afogado.

Criaram-se popstars jurídico-policiais como Dallagnol, Carlos Fernando dos Santos Lima, Sergio Moro, Rodrigo Janot e tantos outros fios desencapados, sequestradores das vontades de um STF fraco.

Nenhum país aguenta viver sob uma instabilidade institucional dessa monta. O Brasil foi alvo de uma condução coercitiva da Lava Jato. Quatro anos depois, como diziam os Teletubbies, é hora de dar tchau.

Tacla Duran põe dois conselhos na berlinda: os silenciosos CNJ e CNMP

Tacla Duran põe dois conselhos na berlinda: os silenciosos CNJ e CNMP
Por Tereza Cruvinel.

As declarações de Tacla Duran não passariam despercebidas, fosse o Brasil um país observador do processo legal.



O advogado Tacla Duran falou a uma CPI do Congresso Nacional. Não foi entrevista ou postagem em rede social. E falou coisas da maior gravidade sobre os métodos da Lava Jato, que não passariam em brancas nuvens num país observador do devido processo legal. Tacla Duran apontou várias condutas irregulares de procuradores da Lava Jato, o que exige um posicionamento do Conselho Nacional do Ministério Público, órgão de supervisão e controle do MPF. Ele revelou que o advogado Zucolotto, padrinho de casamento do juiz Sérgio Moro, pediu R$ 5 milhões “por fora” para conseguir aliviar a multa que teria de pagar, se firmasse acordo com a Lava Jato. Isso exige um posicionamento do Conselho Nacional da Justiça, o CNJ, que existe para supervisionar o Poder Judiciário. Revelou ainda que dados do sistema de controle de propinas da Odebrecht foram manipulados para atingir seletivamente algumas figuras. Seu depoimento por videoconferência, ao longo de três horas, foi acompanhado por milhares de pessoas que esperam dos órgãos de controle mais do que declarações desqualificando Tacla Duran como foragido.


Na verdade, Duran é um refugiado legal na Espanha, que não irá extraditá-lo. Só por isso está falando, ao contrário dos outros investigados e condenados da Lava Jato, que temem sofrer retaliações. O que ele conta suscita perguntas incômodas aos homens da Lava Jato. Se Zucolotto pediu “por fora”, outros mediadores de delações também não pediram e levaram? Não seria este um padrão das negociações? Por que alguns, como o casal Monica e João Santana, conseguiram “salvar” uma parte de seus recursos. As provas apresentadas por Duran devem começar a ser requisitadas por advogados de réus da Lava Jato, a começar pela defesa do ex-presidente Lula, a quem Moro já negou algumas vezes o pedido para que Duran fosse ouvido em seus processos. Já sabemos. Ele negará também o apensamento das provas apresentadas pelo “foragido”.


Acima do Moro, como juiz, e acima dos procuradores, estão o Conselho Nacional de Justiça e o Conselho Nacional do Ministério Público. Se continuarem ignorando o que se passou hoje na CPI da JBS,estarão reconhecendo a própria inutilidade.