sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Lava Jato agoniza em Praça Pública.

Tacla Durán, o fim da página da mulher de Moro, a histeria de Dallagnol: a Lava Jato agoniza em praça pública.
Por Kiko Nogueira

Durán, como se sabe, não fez acordo de delação premiada. Através de teleconferência, mostrou cópias periciadas de conversas com Carlos Zucolotto, padrinho de casamento de Moro, no que parece uma tentativa de extorsão.

Zucolotto negociaria em nome de um tal “DD”, iniciais naturalmente associadas a Deltan Dallagnol — ou, como está circulando na internet, Duiz Dinácio.

Tacla Durán ainda citou a delação “à la carte” que lhe teria sido oferecida por Marcelo Miller. Ainda que virtualmente ignorada pela imprensa, sua participação na CPI inundou as redes sociais.

A série de reportagens do DCM com o GGN mostrou que a Lava Jato tornou-se uma indústria que está deixando muita gente rica — advogados, gente do Ministério Público, delatores –, enquanto o país empobrece.

Que tipo de combate aos corruptos é esse?

A ganância da tal “panela de Curitiba”, de que fala Durán, engoliu os motivos pretensamente “nobres” da operação que pretendia redimir o Brasil de 500 anos de corrupção.

Com tantos peixes graúdos na rede, ela foi instrumentalizada para ajudar a derrubar Dilma Rousseff e perseguir Lula obsessivamente.

Ao final, a desmoralização. A mídia deu uma força inestimável nesse sentido com os vazamentos sem critério e a canonização de picaretas como o Japonês da Federal. Foi o abraço do afogado.

Criaram-se popstars jurídico-policiais como Dallagnol, Carlos Fernando dos Santos Lima, Sergio Moro, Rodrigo Janot e tantos outros fios desencapados, sequestradores das vontades de um STF fraco.

Nenhum país aguenta viver sob uma instabilidade institucional dessa monta. O Brasil foi alvo de uma condução coercitiva da Lava Jato. Quatro anos depois, como diziam os Teletubbies, é hora de dar tchau.

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